F1 2026: Bortoleto lamenta problemas em largadas: "Não vejo solução a curto prazo"
O piloto brasileiro destacou o bom ritmo do carro, mas admitiu frustração com o tempo necessário para corrigir as falhas de arrancada
A corrida Sprint do Grande Prêmio do Canadá voltou a expor o principal problema da Audi na temporada 2026 da Fórmula 1: as largadas. Após o encerramento da prova curta no Circuito Gilles Villeneuve, em Montreal, Gabriel Bortoleto não escondeu a frustração com as posições perdidas logo nos primeiros metros, um problema recorrente que tem condicionado seus resultados desde as primeiras etapas do ano.
Na prova curta deste sábado, o brasileiro voltou a perder posições no início, mas conseguiu demonstrar a força do carro da Audi em ritmo de corrida ao escalar o pelotão em uma corrida de recuperação, cruzando a linha de chegada na 12ª colocação.
"Não é novidade para ninguém que a gente vem sofrendo na largada. Desde Melbourne a gente vem perdendo de quatro a cinco posições, dependendo de quem está largando atrás da gente", desabafou Bortoleto.
O piloto explicou o impacto que uma arrancada ruim traz para a estratégia. Embora o carro demonstre competitividade tanto em ritmo de classificação quanto em simulação de prova, a necessidade de buscar o prejuízo força uma postura de altíssimo risco, sacrificando a vida útil dos compostos.
"O problema é que nosso carro é bom de uma volta, e até mesmo de ritmo de corrida é um carro bom. Mas, quando você perde seis posições na largada, para recuperar esse prejuízo você precisa destruir seus pneus. Tem que sair passando todo mundo, o que não é fácil, você assume muito risco. A corrida de hoje só mostrou a situação em que a gente está no momento: bom ritmo de corrida, mas a gente não larga. E bom ritmo de classificação também. Vamos ver o que dá para fazer no quali", analisou.
Ao ser questionado sobre uma possível luz no fim do túnel para resolver o problema mecânico e de sistemas que afeta as partidas do carro, Bortoleto adotou um tom realista. Segundo ele, as correções dependem de novos pacotes de atualização que demandam tempo de desenvolvimento e produção por parte da equipe.
"Sou uma pessoa realista. Não vejo [solução] a curto prazo. A gente sabe o que precisa melhorar, mas não é fácil, obviamente. Depende muito do carro, depende também do que está fora e dentro das nossas mãos, como o ADUO. Demora tempo para trazer os pacotes de upgrade. Acho que vamos continuar sofrendo com isso um pouco", concluiu o brasileiro, que agora vira a chave, focado na sessão classificatória que definirá o grid de largada para a corrida principal de domingo.
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