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40 anos atrás, Gilles Villeneuve segue vivo para os fãs da F1

O canadense teve uma breve - porém intensa - carreira na F1 e marcou para sempre os fãs da categoria e da Ferrari

9 mai 2022 - 00h10
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Gilles Villeneuve: para sempre na memoria dos fãs da F1
Gilles Villeneuve: para sempre na memoria dos fãs da F1
Foto: McLaren / Divulgação

Nunca é tarde para falar em Gilles Villeneuve. Não foi um piloto que se caracterizou por vitórias (6 no total) ou títulos (conseguiu um vice-campeonato). Mas o canadense conseguiu marcar muito bem sua presença na F1 e nos fãs da categoria.

Muitos estranharam aquele rapaz franzino e com cara de menino que apareceu no GP da Grã-Bretanha de 1977 com uma terceira McLaren. Era um velho M23, mas que alinhou no 9º lugar no grid. A partir daí, se perguntou de onde havia saído aquele piloto, que rodava muito, mas era extremamente rápido.

A indicação veio de James Hunt, que havia participado de uma prova de Fórmula Atlantic e havia sido devidamente superado por aquele rapaz, que tinha pouco tempo de experiencia com monopostos e até alguns anos antes havia sido campeão de competições de motos na neve (snowmobiles). Ao ver o que Villeneuve fez, falou logo com Teddy Mayer, chefe da McLaren, para lhe dar uma chance.

Villeneuve chegou em 11º, mas já havia marcado seu espaço. A McLaren tinha opção de contar com seus serviços, mas não a exerceu, não o chamando mais para as corridas seguintes e optando por Patrick Tambay. A Ferrari resolveu apostar naquele rapaz, ignorando uma opção que havia sob Eddie Cheever, e alinhando um terceiro carro para o GP do Canadá. Niki Lauda já estava em pé de guerra com a equipe e ameaçou não ir para as últimas etapas do ano, após ter garantido o título. O austríaco decidiu ir e a Ferrari teve que alinhar este carro extra.

O estilo aguerrido começou a aparecer aí. No Japão, em corrida esvaziada, se envolveu em um sério acidente com Ronnie Peterson. Houve vozes se levantando, mesmo assim, lá foi ele mantido para 1978.

Àquela altura, Gilles já havia caído nas graças de Enzo Ferrari, que o tinha como um filho. E com o passar do tempo, o seu estilo caiu no gosto do público italiano. Os fãs da F1 também ficavam boquiabertos com a tocada daquele canadense, que simplesmente não via risco em se lançar em dirigir no fio da navalha.

Sua primeira vitória veio em 1978, no seu GP caseiro, o primeiro na Ilha de Notre-Dame. Em 1979, talvez o seu melhor ano: 4 vitórias e o vice-campeonato. Embora tivesse chance, a equipe priorizou Jody Scheckter e ele esperou pacientemente sua vez. Neste ano, teve a grande luta com René Arnoux em Dijon-Prenois, trocando várias vezes de posição numa briga épica pelo segundo posto.

Mas depois a Ferrari entrou numa fase técnica terrível, justamente sendo ultrapassada pelos fabricantes ingleses com seus carros com efeito-solo e depois com a chegada dos motores turbo. Aí, Villeneuve fez várias de suas peripécias para tentar recuperar terreno: andar de pneu furado em ritmo normal, fazer boa parte de uma prova em pista encharcada sem o aerofólio dianteiro.... Resultados foram poucos, mas sua legião de fãs aumentava.

Para se ter ideia, em 1981, cerca de 100.000 pessoas foram a uma base da Força Aérea Italiana para ver uma disputa entre vários carros de F1 e os caças F104. Villeneuve foi o mais festejado pelo público, que havia ido lá por sua causa.

Embora o tempo passasse, Gilles não dava mostras de que sua impulsividade reduzisse. Em 1982, a Ferrari vinha com o 126C2, o primeiro carro efetivamente com efeito solo. O carro andava bem e tinha chance de fazer um bom ano. Mas tudo foi embora no GP de San Marino, após uma briga intensa com seu companheiro Didier Pironi e este tenha o ultrapassado na última volta, ganhando a prova.

Villeneuve havia sido fiel à Ferrari e julgava que sua hora havia chegado. E se sentiu traído quando Pironi o ultrapassou e não houve nenhuma ação da equipe. Tanto que rompeu relações com o francês, então seu grande amigo, e se dizia que iria fechar coma Williams para 1983.

O GP da Bélgica acabou sendo definitivo. Ao tentar superar o tempo de Pironi, Villeneuve encontrou o March de Jochen Mass pela frente e acabou subindo nele. Com o efeito solo, o carro levantou o voo e Villeneuve foi ejetado de sua Ferrari 27. As imagens marcaram a todos e, mesmo com os esforços dos médicos, Gilles Villeneuve falecia.

A Ferrari ficou marcada e não alinhou naquela prova. Didier Pironi foi até o lugar do acidente para recolher o capacete de seu amigo. Algumas provas, também sofreu um acidente quase fatal, mas o impediu de seguir na disputa pelo título.

Até hoje, Villeneuve é significado de arrojo na F1 e cravou definitivamente a Ferrari 27 no imaginário do público. 40 anos depois, nós viemos te saudar. Obrigado, Gilles.

Parabólica
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