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FIA reúne montadoras no Bahrein para discutir possível retorno dos motores V10 à Fórmula 1

FIA discute retorno dos motores V10 com montadoras no GP do Bahrein.

4 abr 2025 - 12h32
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Foto: Esporte News Mundo

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) marcou uma reunião com as fornecedoras de motores da Fórmula 1 para a próxima sexta-feira (11), durante o fim de semana do GP do Bahrein, no circuito de Sakhir. O objetivo é discutir a possibilidade de retorno dos motores V10 à categoria, agora com o uso de combustíveis sustentáveis.

O encontro contará com a presença do presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem. Segundo a entidade, a ideia é entender o posicionamento das montadoras e avaliar se existe apoio suficiente para uma mudança no conceito das unidades de potência.

Mohammed Ben Sulayem –
Mohammed Ben Sulayem –
Foto: Divulgação/@mohammed.ben.sulayem / Esporte News Mundo

Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da FIA, afirmou durante o GP da China que a organização está aberta a estudar a viabilidade do retorno dos V10. Ele explicou que ainda não há proposta formal, mas admitiu que a possibilidade não está descartada. "Estamos conversando com os fabricantes para entender os diferentes pontos de vista. Não é algo para o curto prazo, mas pode ser considerado para o próximo ciclo de motores", disse.

Nikolas Tombazis –
Nikolas Tombazis –
Foto: Divulgação/FIA / Esporte News Mundo

A atual regulamentação prevê a introdução de novos motores híbridos V6 a partir de 2026, com foco ampliado na eletrificação. No entanto, a proposta de retorno aos V10 a partir de 2031 vem sendo debatida nos bastidores como uma alternativa de menor custo e com apelo sonoro, sem abrir mão da sustentabilidade.

A Audi já se posicionou contrária à mudança, destacando que sua entrada na F1 em 2026 está diretamente ligada ao novo regulamento dos motores híbridos. A Honda, que retornará à categoria como fornecedora da Aston Martin, ainda não tomou posição definitiva, mas reforçou que sua volta foi motivada pela ênfase na eletrificação. "Nossa razão para retornar à F1 é esse caminho tecnológico", declarou Koji Watanabe, presidente da divisão de automobilismo da fabricante japonesa.

Do lado da Mercedes, Toto Wolff afirmou que não é o momento para discutir novas alterações antes da estreia do regulamento previsto para 2026. "Seria uma tolice jogar fora o que já foi acordado. Podemos falar sobre mudanças a partir de 2031", afirmou o chefe de equipe.

Toto Wolff –
Toto Wolff –
Foto: Divulgação/Mercedes-AMG PETRONAS F1 Team / Esporte News Mundo

Pat Symonds, consultor técnico da Cadillac, declarou que a entrada da marca na F1 só acontecerá com as regras atuais mantidas. Já Red Bull e Ferrari demonstram mais abertura à discussão sobre o retorno dos V10, embora nenhuma das duas tenha formalizado uma posição definitiva.

Para que o regulamento seja alterado antes de 2031, seria necessária uma mudança no Acordo de Governança da Unidade de Potência. Isso exigiria aprovação da FIA, da F1 e de pelo menos quatro das cinco montadoras atualmente inscritas.

A reunião no Bahrein será o primeiro movimento oficial da FIA para medir o interesse real das fabricantes. Até o momento, os feedbacks iniciais coletados por Tombazis indicam cautela, mas o tema deve seguir em debate ao longo da temporada.

Esporte News Mundo
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