F1: Aston Martin limita voltas no GP da Austrália por risco de lesão permanente nos pilotos
Equipe comunica que não vai completar prova de abertura da temporada porque potência de motor da Honda pode machucar as mãos dos competidores
A Aston Martin informou, na manhã desta quinta-feira, em Melbourne, que os pilotos Fernando Alonso e Lance Stroll terão um número de voltas limitadas e não vão completar a prova do GP da Austrália, corrida que abre a temporada de Fórmula 1 neste domingo. De acordo com o projetista Adrian Newey, a unidade de potência Honda da equipe causa vibrações que podem lesionar as mãos dos pilotos, o que motivou a decisão da equipe.
"Essa vibração (transmitida pela unidade de potência Honda) para o chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Espelhos e lanternas traseiras que se soltam do carro, esse tipo de coisa, que estamos tendo que resolver. Mas o problema muito mais significativo é que essa vibração acaba sendo transmitida para os dedos do piloto", afirmou Newey.
É provável que nenhum dos dois consiga tolerar sequer metade das 58 voltas da corrida, e o tempo de prova do carro será "muito limitado" até que uma solução seja encontrada, acrescentou Newey.
A Aston Martin teve uma pré-temporada complicada e muitas vezes apresentou um rendimento mais lento até do que a nova equipe Cadillac, e completou o menor número de voltas entre as 11 equipes.
Apesar da longa lista de problemas, Newey afirma que o carro AMR26 tem um potencial enorme, já que a Fórmula 1 inicia uma nova era de regulamentos.
Ele argumentou que o chassi é o quinto melhor da categoria, atrás das equipes líderes esperadas: Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull, e que, após um programa de desenvolvimento agressivo, tem potencial para competir na frente em algum momento de 2026.
Alonso, no entanto, mantém a fé até o treino livre desta sexta-feira, em Melbourne, onde acredita que os ajustes no carro podem proporcionar uma perspectiva mais otimista.
"Para nós, é só vibração por toda parte. Mas não é só para nós. O carro está com um pouco de dificuldade, por isso temos alguns problemas, alguns problemas de confiabilidade que encurtaram um pouco nossos dias", declarou o piloto espanhol.
O desempenho decepcionante da equipe foi atribuído a diversos fatores, como o tempo de desenvolvimento comprimido devido à chegada tardia, a necessidade da Honda de reconstruir suas capacidades de pesquisa e desenvolvimento após deixar a Red Bull, o desafio de produzir uma nova caixa de câmbio própria e a parceria com a Aramco, uma fornecedora de combustíveis ainda não comprovada.