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Automobilismo

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Diretor da Audi avalia início de temporada da equipe na Fórmula 1

Audi enfrenta graves problemas de confiabilidade no motor em sua estreia na Fórmula 1, mas vê evolução no carro e aposta em projeto de longo prazo liderado por Allan McNish.

12 mai 2026 - 14h03
(atualizado às 14h03)
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Carro da Audi, guiado por Gabriel Bortoleto, no GP de Miami
Carro da Audi, guiado por Gabriel Bortoleto, no GP de Miami
Foto: reprodução/Instagram/@audif1 / Esporte News Mundo

A Audi encerrou o GP de Miami de Fórmula 1 com sentimentos mistos sobre seu início na categoria em 2026. A equipe alemã, que vive sua temporada de estreia como construtora oficial, demonstrou potencial competitivo no desempenho aerodinâmico do carro, mas voltou a sofrer com graves problemas de confiabilidade na unidade de potência durante o fim de semana nos Estados Unidos.

O caso mais emblemático aconteceu ainda na classificação, quando o carro de Gabriel Bortoleto apresentou um princípio de incêndio após falha mecânica. Além disso, Nico Hulkenberg abandonou novamente a corrida, ampliando a sequência de problemas enfrentados pela equipe desde o início do campeonato. Apesar disso, a Audi acredita que o projeto ainda está em uma fase natural de aprendizado.

Em entrevista ao site oficial da Fórmula 1, o novo diretor de corridas da equipe, o ex-piloto Allan McNish, adotou um discurso de cautela e longo prazo ao analisar o momento da escuderia.

Allan McNish, diretor de corridas da Audi
Allan McNish, diretor de corridas da Audi
Foto: reprodução/Instagram/@allanmcnish / Esporte News Mundo

"Temos que ser realistas. Nós somos os novatos no pedaço. Estamos precisando aprender bastante dentro e fora dos circuitos; então, dessa perspectiva, acho que onde estamos no momento é um início muito bom", afirmou.

Mesmo com apenas dois pontos conquistados no Mundial de Construtores, graças ao nono lugar de Bortoleto na Austrália, a Audi entende que o carro possui qualidades importantes. Internamente, a percepção é de que o chassi e o pacote aerodinâmico conseguem entregar desempenho suficiente para disputar posições no Top 10 quando a confiabilidade permite.

"Do ponto de vista do carro, acho que eles fizeram um trabalho muito bom. Eu não sei se muitas pessoas estavam esperando a gente aparecer com tanta força", destacou McNish ao site oficial da Fórmula 1.

O principal problema, porém, segue sendo o motor desenvolvido pela própria fabricante alemã. Segundo o dirigente, a equipe ainda está longe de extrair o máximo da unidade de potência.

"Em relação à unidade de potência, esse é o maior e mais difícil trabalho, sem dúvidas. Chegando aqui pela primeira vez, há muito aprendizado a ser feito. Não acredito que estejamos na nossa melhor performance neste momento", explicou.

A situação também evidencia o desafio enfrentado por Gabriel Bortoleto em sua temporada de estreia. O brasileiro vem sendo constantemente prejudicado por falhas mecânicas, incluindo problemas de câmbio, pressão de ar e até incêndios no carro, mas ainda assim consegue apresentar desempenho competitivo em alguns trechos das corridas e classificações.

Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi
Gabriel Bortoleto, piloto brasileiro da Audi
Foto: reprodução/Instagram/@gabrielbortoleto_ / Esporte News Mundo

Apesar das dificuldades, McNish reforçou ao site oficial da Fórmula 1 que o projeto da Audi não está focado em resultados imediatos, mas sim em uma construção gradual para o futuro da equipe na categoria.

"Do que eu conheço da minha experiência prévia no automobilismo, carros esportivos - e Le Mans é um exemplo perfeito - nem sempre é um sprint. Embora corridas individuais sejam um sprint, um campeonato é sobre resistência e a visão de longo prazo", declarou.

O dirigente ainda elogiou a estrutura humana criada pela equipe ao redor do projeto.

"A área com que estou mais contente, na verdade, é com as pessoas atrás das câmeras. Se eu olho para o time de operações de corrida, se vejo o que foi construído aqui e também na fábrica, é uma equipe jovem que está construindo e avançando junta", completou.

Atualmente, a Audi ocupa a penúltima posição no Mundial de Construtores e encara 2026 como um verdadeiro "batismo de fogo" em sua entrada definitiva na Fórmula 1. A expectativa interna é que, com o avanço do desenvolvimento do motor, a equipe consiga transformar o desempenho promissor do carro em resultados mais sólidos nas próximas etapas.

Esporte News Mundo
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