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Automobilismo

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Augusto Farfus celebra vitória em Fuji e não garante permanência no WEC para 2027

Após vitória no Japão, brasileiro fala sobre a temporada, a relação com os companheiros e seus planos para 2027

2 nov 2026 - 13h47
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Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Augusto Farfus é um dos principais nomes do endurance mundial. O brasileiro, natural de Curitiba, tornou-se peça-chave na BMW, onde soma uma parceria de 20 anos. Vindo de uma vitória nas 6 Horas de Fuji, o piloto falou com exclusividade ao Parabólica sobre o triunfo e suas expectativas para o encerramento da temporada, que acontecerá em Monza neste fim de semana.

O piloto brasileiro destacou a importância da estratégia na prova japonesa e considerou a corrida um dos melhores stints de toda a sua carreira. Na ocasião, Farfus assumiu o carro na terceira posição e realizou uma ótima ultrapassagem logo em seguida. Com uma estratégia acertada durante o último período de Safety Car, o brasileiro conseguiu assumir a liderança e seguiu rumo à vitória sem maiores problemas. O resultado marcou sua primeira vitória desde 2024.

Nas palavras do piloto:

“Tinhamos um carro competitivo para Fuji, tinha, não tinha o carro para ganhar a corrida, mas era um carro para chegar entre os cinco. E quando vimos que a previsão para o domingo era uma previsão de um clima instável, logicamente ficamos empolgados com a ideia, mas o problema do clima instável é que ele é instável em todos os aspectos, tá? Então tanto na escolha dos pneus, do setup do carro, pressão de pneu, qual pneu usar.

Tinhamos arriscou ali no último stop em colocar um pneu novo, sendo que muitas equipes decidiram, algumas não trocaram, algumas colocaram só dois pneus e decidimos ir para o tudo ou nada, colocar quatro pneus e o carro estava realmente voando, estava me sentindo super bem e logo nas primeiras voltas eu saí para o ataque. E sabe, tem aqueles dias que você pega, você fala assim, hoje eu não deixo escapar, hoje vai, vai ou vai. E foi assim que foi, enfim, foi talvez uma das corridas, um dos melhores stints que eu já fiz na minha carreira, em função de controle do carro, visão de corrida, ultrapassagem, foi realmente muito bom.”

Darren Long e Farfus nas 6 Horas de São Paulo de 2025
Darren Long e Farfus nas 6 Horas de São Paulo de 2025
Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Farfus disputou a atual temporada do WEC ao lado de Sean Gelael e Darren Leung, a quem considera grandes amigos também fora das pistas. Os três já haviam trabalhado juntos em 2024, quando conquistaram a vitória nas 6 Horas de Ímola. O brasileiro falou sobre como é dividir a equipe com amigos e explicou como assumiu o papel de líder do trio do carro #32. Apesar do bom ambiente de trabalho, o piloto lamentou que os resultados não tenham correspondido ao desempenho da equipe.

“Eu tenho o Darren e o Sean, meus companheiros do WEC, que são meus amigos pessoais. Então, isso torna tudo muito mais bacana. E, por outro lado, também se torna mais difícil, porque quando você trabalha com um amigo, você tem que ter muita disciplina em não misturar os papéis da amizade com o trabalho. Eu acabo me tornando o líder do carro, então as decisões de setup, as decisões de estratégia, eu que acabo tocando com o engenheiro. 

Mas existe um fluxo de trabalho dentro do carro, muito bacana. O nosso engenheiro também é um amigo nosso de longa data. Então, conseguimos criar um fluxo mesmo, uma ordem de trabalho dentro da equipe, que funciona muito bem. É um pecado que, infelizmente, esse ano, não conseguimos converter todo o nosso trabalho em resultado.”

Foto: Paulo Abreu / Parabólica

Após a etapa de Monza, o piloto ainda não garantiu sua continuidade no Mundial de Endurance para a temporada de 2027. Farfus explicou que tem vontade de participar de ainda mais competições, mesmo que isso signifique dividir sua agenda ao longo do ano. Em 2026, o brasileiro disputou o WEC, o Intercontinental GT Challenge e o GT World Challenge Europe, além de ter participação prevista na Copa do Mundo de GT, em Macau.

Sobre seus planos para o próximo ano, o piloto declarou:

“Então, eu ainda não tenho certeza, exatamente, qual vai ser o meu destino na temporada do ano que vem. Porque, logicamente, o meu trabalho, mais do que o WEC em si, é com a BMW. Então, a minha responsabilidade é com a montadora, desenvolver os carros. Estamos fazendo também a evolução da M4. Então, às vezes, eu me pergunto, você vai fazer o WEC ou você vai fazer aquela coisa? Eu falo, olha, dependendo de mim, eu faço todas as corridas.”

Farfus encerrará sua temporada na Copa do Mundo de GT, em Macau, prova que já venceu em 2018 e que considera sua conquista mais importante até hoje, por ter sido a única vitória de um brasileiro na competição. A edição deste ano do GP de Macau está marcada para o dia 22 de novembro.

Parabólica
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