F1: Filha de Alberto Ascari celebra título de Antonelli e lamenta Hamilton na Ferrari
Herdeira do bicampeão italiano exalta jovem da Mercedes e diz que heptacampeão "teve um fim ruim".
Em entrevista ao Il Giornale, Patrizia Ascari, filha do bicampeão mundial Alberto Ascari, comemorou a conquista de Kimi Antonelli na Fórmula 1. Ela tinha apenas oito anos quando o pai morreu em um acidente em Monza, em 26 de maio de 1955. Alberto conquistou os títulos de 1952 e 1953 pela Ferrari e, até a chegada de Antonelli, era o último italiano campeão da categoria.
“É fantástico. Kimi é adorável, simpático, jovem e sorridente. Não sei quem poderia não gostar dele. É magnífico."
Ao recordar o pai, ela destacou que suas memórias estão mais ligadas à figura familiar do que à carreira nas pistas.
“Ele era uma pessoa muito agradável e alegre. Mas são lembranças de uma menina de oito anos, então algumas são um pouco vagas."
Alberto passava longos períodos fora de casa por causa das corridas e, quando retornava, costumava trazer presentes. Os filhos, porém, eram proibidos de frequentar os autódromos e acompanhavam as provas principalmente pelo rádio.
Patrizia também demonstrou pouco entusiasmo com a Fórmula 1 atual. Ela sente falta do barulho dos motores antigos, do cheiro característico dos carros e da possibilidade de circular pelos circuitos. Sobre Enzo Ferrari, afirmou que nunca teve contato pessoal com o fundador da equipe e reproduziu relatos pouco elogiosos que ouviu de Luigi Villoresi, amigo da família.
A filha do bicampeão também foi questionada sobre a associação entre o pai e Antonelli, especialmente após a ultrapassagem do jovem italiano na curva que leva o nome de Ascari, durante o GP da Itália. Ela, no entanto, não deu muita importância à simbologia.
“Essas são histórias que as pessoas gostam de contar."
Apesar da simpatia por Antonelli, Patrizia revelou que seu piloto favorito antes dele era Lewis Hamilton. A chegada do britânico à Ferrari, porém, não foi bem recebida por ela.
“Coitadinho, acabou na Ferrari. Teve um fim ruim."
Sobre a equipe italiana, foi ainda mais categórica ao afirmar que não acredita em novos títulos no futuro e considera que Antonelli teve sorte por encontrar uma vaga na Mercedes, em vez de correr pela escuderia de Maranello.
Patrizia continua acompanhando algumas provas, especialmente os GPs de Mônaco e da Itália, mas não costuma assistir às corridas completas. O sucesso de Antonelli também trouxe Alberto Ascari novamente ao centro das atenções, algo que, segundo ela, chegou a se tornar excessivo.
“Pedem entrevistas o tempo todo, mas não sei o que esperam que eu conte. Quando meu pai morreu, eu tinha oito anos e acompanhei pouco as corridas."
Mais do que os títulos e os números da carreira, suas lembranças mostram um Alberto Ascari alegre e próximo da família, um pai que voltava para casa com presentes e não escondia a irritação quando uma música considerada azarada tocava no rádio. Kimi Antonelli chega como um novo refresco e o manter de um legado na história da Itália dentro da Fórmula 1.
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