F. Murer diz que vento não foi desculpa e lembra "choque" em Londres
21 out2012 - 12h15
(atualizado às 12h18)
Compartilhar
Na primeira entrevista desde a polêmica desclassificação na Olimpíada de Londres, quando desistiu de sua última tentativa de saltar 4,55 m, a atleta do salto com vara Fabiana Murer lembrou do choque que sentiu ao perceber que havia sido eliminada, e reiterou que não usou o vento forte como "desculpa" para a derrota. "Eu queria fazer o último salto, tanto que eu tentei duas vezes. Mas eu senti realmente que a distância entre a posição em que eu estava e o colchão era muito longe, não tinha como continuar correndo e fazer o salto. Tenho que me sentir segura para fazer o salto", disse ela à TV Globo.
O forte vento contrário à corrida de Murer atrapalhou a técnica da atleta, que segura a vara em posição quase vertical para compensar seu peso mais baixo (57 kg). Depois de desistir do último salto ao perceber que não conseguiria transpor o sarrafo, a atleta conta que ficou sem reação. "Não conseguia baixar a vara porque o vento estava muito forte. Pensei: 'estou fora', mas não consegui perceber o que estava acontecendo. Saí anestesiada, em choque, sem sentimento nenhum. Só na pista de aquecimento eu comecei a entender o que tinha acontecido, e não conseguia ir embora. Na Vila (Olímpica) foi pior, porque comecei a encontrar com as pessoas. Todo mundo que eu encontrava, eu começava a chorar", lembrou.
"Encerrar a Diamond League com a medalha de prata não foi um mau resultado", disse o técnico da atleta
Eliminada da Olimpíada em prova classificatória neste sábado, a saltadora brasileira Fabiana Murer atribuiu seu mau desempenho ao vento forte
Foto: Bruno Santos / Terra
Segundo a atleta, ventava muito quando ela faria sua última tentativa de saltar, com o sarrafo posicionado em 4,55 m, e seria "perigoso" competir nessas condições
Foto: Bruno Santos / Terra
"Eu desisti do último salto, porque o com aquele vento eu não ia conseguir saltar, era perigoso se eu saltasse. Acabou, acabou a Olimpíada pra mim, é voltar pra vida", disse a atleta, demonstrando apatia diante da eliminação
Foto: Bruno Santos / Terra
"Eu tenho 1 minuto pra saltar, e depois desse um minuto eu posso ir e voltar, desde que não passe da linha do colchão. Aí eu comecei a correr, mas o vento estava muito forte, eu decidi voltar e esperar um pouco o vento, e quando eu comecei a correr, o vento estava muito forte e não dava para ir. Se eu fosse ia me machucar, acabei desistindo", admitiu
Foto: Bruno Santos / Terra
"Estava ruim, as outras meninas conseguiram administrar, eu não", admitiu
Foto: Bruno Santos / Terra
Uma das principais esperanças de medalha do Brasil nos Jogos Olímpicos de Londres, a saltadora Fabiana Murer decepcionou ainda nas eliminatórias do salto com vara
Foto: Bruno Santos / Terra
Na manhã deste sábado, a competidora acabou eliminada ao errar três saltos com o sarrafo posicionado em 4,55 m, não conseguindo a altura suficiente para entrar no grupo das 12 atletas que disputarão as medalhas na final, marcada para a próxima segunda-feira
Foto: Bruno Santos / Terra
A competidora brasileira esperou o sarrafo alcançar 4,50 m para começar a saltar, e errou a primeira tentativa. Já pressionada, a campeã mundial no ano passado, em Daegu, se equivocou na medida do salto e encostou a barriga na barra (que chegou a tremer), mas ultrapassou a marca
Foto: Bruno Santos / Terra
O drama de Murer iniciou-se na próxima medida: 4,55 m. Dona de uma marca expressiva de 4,85 m na carreira, Fabiana derrubou o sarrafo nas duas primeiras tentativas e se complicou na competição
Foto: Bruno Santos / Terra
Posicionada na 13ª posição e precisando ultrapassar a marca, a brasileira já iniciara a corrida para realizar o salto quando a organização levantou a bandeira amarela e interrompeu a candidata ao pódio por conta do forte vento
Foto: Bruno Santos / Terra
Enquanto Fabiana Murer decepcionou e sequer avançou à decisão, a favoritíssima russa Yelena Isinbayeva avançou com tranquilidade à próxima fase, mesmo depois de permanecer boa parte da eliminatória dormindo, coberta por uma toalha no rosto
Foto: Bruno Santos / Terra
A recordista mundial da prova superou com grande facilidade 4,55 m, logo em seu primeiro salto, e se garantiu na disputa pelo bicampeonato olímpico na primeira posição