Campeã paralímpica é internada para passar por processo de eutanásia
A belga Marieke Vervoort, campeã olímpica nos Jogos Paralímpicos de Londres em 2012, deu entrada em um hospital em Bruxelas para passar pela eutanásia. Sofrendo de fortes dores devido a uma tetraplegia progressível incurável, diagnosticada quando ainda tinha 14 anos, a competidora de atletismo assinou os contratos que previam a sua morte assistida em 2008.
"Não quero sofrer mais, isso é muito difícil para mim. A cada dia me deprimo mais e mais. Nunca tive esses sentimentos, mas não posso mais com isso. Nunca experimentei estes sentimentos, estou chorando muito", revelou em entrevista concedida ao jornal britânico The Telegraph.
Desde a infância, a atleta paraolímpica de 38 anos, que além do ouro em 2012 conquistou uma prata nos 400m e um bronze nos 100m nos Jogos Paralímpicos do Rio de 2016, sofre desmaios ao longo do dia e convive com fortes dores nas pernas, que só são amenizadas com altas doses de medicamentos.
Neste ano, porém, a situação de Vervoot ficou ainda mais tensa. Isso porque a belga, desde agosto, começou a sofrer com frequentes espasmos, além de ter perdido parte da visão e ter problemas com insônia, conseguindo dormir apenas quatro horas consecutivas. Estas novas dificuldades fizeram com que o médico da atleta recomendasse que o procedimento de morte assistida fosse iniciado. No entanto, ainda não há data para que a injeção letal seja utilizada.
A Bélgica legalizou a eutanásia no ano de 2002, sendo um dos pioneiros no planeta. Em 2014, a nação europeia se transformou no único país no mundo no qual não existe limite mínimo de idade para tomar tal decisão.
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