'Faturamento de R$ 10 mil por dia': álbum de figurinhas da Copa do Mundo 'salva' vendas de bancas de jornal
Jornaleiros comemoram os negócios nesta época da disputa do Mundial, mas ressaltam concorrência com comercialização online
Realmente a Copa do Mundo é um evento que mexe com muitas pessoas. Os torcedores se empolgam, existe aquela expectativa de levantar a taça. O brasileiro, então, nem se fala. Há pouco mais de um mês para o início do Mundial a conquista pelo hexacampeonato pela Seleção Brasileira começa a empolgar a torcida. O reflexo se vê nas ruas, que começam a ser pintadas e enfeitadas de verde e amarelo e nos adultos que viram verdadeiras crianças na busca pelo álbum e as figurinhas. Todo mundo fica feliz nessa época e sabe quem está com um sorriso à toa? Os jornaleiros, é claro.
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Juscelino Lima, da Banca Eça de Queiroz, na Ana Rosa, em São Paulo, se mostra bem satisfeito com o desempenho nas vendas atualmente. “Agora, nessa época está bombando as vendas. Hoje consigo faturar R$ 10 mil por dia”, disse em entrevista ao Terra.
Porém, Juscelino destaca que na Copa anterior, realizada em 2022, no Catar, o comércio foi muito melhor. “Caiu 50%. Na última Copa eu vendia em média umas cinco caixas todos os dias. Agora, no primeiro dia eu vendi três caixas, aí foi caindo. Agora em média eu estou vendendo uma caixa por dia”, destacou.
E o jornaleiro sabe os motivos dessa brusca queda, que aconteceu nesta edição em relação ao anterior. “Na Copa passada eu vendia mais porque não tinha tanta concorrência. Agora tem a internet e muitos pontos de vendas em shoppings e até o Mc Donald’s, que é fora da categoria nossa”. Juscelino ressalta que precisa aproveitar o momento. “Tem que aproveitar esses 30 dias e depois já era.”
Guilherme Campanelli, da Banca Estela, também na Ana Rosa, ressaltou que desde que recebeu o álbum e as figurinhas da Panini, no dia 30 de abril, as vendas estão subindo. “Está saindo uma média legal. O álbum vende uma média de uns 20 por dia e as figurinhas não dá pra calcular. A média de faturamento é de R$ 10 a R$ 16 mil por dia,”
Em relação à última Copa, Guilherme comentou. “Caiu bastante, mas é porque estava mais barato as figurinhas”, recordou.
Independente de outras alternativas de comércio, ele garantiu que seu público continua fiel. “A maioria são estudantes que estão no colégio aqui perto. Eu não senti tanta diferença assim em relação à internet e aos outros meios. Espero que as vendas continuem também durante a Copa”, finalizou.
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