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Atletismo

Amor platônico por Federer, mãe e alvo dos homens: conheça Maurren Maggi

1 nov 2011 - 18h16
(atualizado às 18h40)
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José Edgar de Matos

Campeã olímpica em Pequim. Tricampeã Pan-Americana em Guadalajara. Maurren Maggi é muito mais do que a competidora que representa o Brasil nas principais competições esportivas do planeta. Maurren Maggi é mãe, amiga e mulher. Em entrevista concedida nesta terça-feira ao Terra, a atleta contou sobre os bastidores da vida pessoal, do relacionamento com a filha Sofia, de apenas seis anos, e do assédio que sofre dos atletas durante o convívio nas Vilas Pan-Americana e Olímpica.

Consagrada com a conquista do tricampeonato pan-americano do salto em distância na última semana, Maurren confessou que "sofre" com o assédio masculino durante o período de competições e apontou uma paixão platônica por Roger Federer, considerado um dos maiores da história do tênis, que sonharia em conhecer, quem sabe, em Londres 2012.

"Vários atletas chamam a minha atenção. Em uma Vila Olímpica, muitos atletas bonitos me interessam. Um que gostaria de ter conhecido em Pequim, que infelizmente não conheci, foi o Federer. Sou extremamente apaixonada e fã dele. Mas já muitos atletas assim, muito bonitos, mas não vou citar nomes. Vou só falar do Federer porque ele nem sabe que existo, então deixa ele lá (risos)", brincou a atleta, descontraída.

"Comigo já aconteceu de receber assédio masculino um monte de vezes (risos). Teve um cara que estava com a menina do lado, não disfarçou e olhou para a nossa bunda; foi muito engraçado. Outra vez, um atleta mexeu comigo, sendo que estava com meu técnico do lado. Fiquei super sem-graça, mas passou (risos)", relembrou Maurren, um dos maiores nomes femininos da história do esporte brasileiro.

Alvo do desejo masculino, Maurren contou que o assédio é maior ainda com uma companheira da equipe brasileira de atletismo. "É legal ser paquerada, né. Em um lugar com só com mulheres bonitas, com corpão, acontece, né? A Lucimara (Silvestre, medalha de ouro em Guadalajara no heptatlo) é impressionante! Impressionante como os homens 'pagam pau' para ela, afinal ela chama muito a atenção. Nós até brincamos que ela não anda, desfila. É muito bacana, chamamos a atenção na Vila Olímpica", vangloriou-se.

Dona da atenção de fãs de esporte e de homens que não ligam para as competições, Maurren poderá se afastar da caixa de areia por alguns dias no próximo ano, tudo por conta da festa mais popular do País. "Tive alguns convites de escola de samba, da Rosas de Ouro, Vai-Vai e Mocidade, se não me engano, para ser madrinha. Não sei se o Nélio Moura vai deixar. Tem uma do Rio de Janeiro que me chamou também. Sei sambar, por isso que me chamaram", afirmou. "Acho que o Nélio não vai liberar. Vou insistir até o último minuto, vou pedir, vamos ver", discursou, já prevendo o veto.

Concentrada na carreira e na filha, Maurren, que está solteira, não escondeu o desejo de proporcionar uma companhia para o "talismã" chamado Sofia. "Queria muito ter outro filho, mas dessa vez tem que ter uma pessoa ao lado para me ajudar. Queria muito ter um filho, um filho agora", contou a competidora.

O lado maternal de Maurren Maggi exala quando é abordado. Com brilho nos olhos e sorriso fácil ao falar da filha, a competidora contou as principais preferências de programas com a pequena Sofia. "Costumamos ir ao cinema, ir ao shopping, parques e praia; vamos muito para a praia, às vezes só passar o dia e voltar. Fazemos muito 'cinema em casa', brincamos muito em casa. As horas livres são bem gastas, viu? Somos muito grudadas em relação a isso tudo", disse.

Mesmo com o calendário cheio, Maurren mantém uma rotina normal de mãe: cozinha, leva a filha na escola e brinca sempre que possível com a menina. A divisão correta do tempo, segundo a atleta, a impede de pensar em uma aposentadoria por conta da "vida dupla".

"Consigo treinar e cuidar da Sofia. O tempo que fico treinando é o tempo que ela fica na escola. Ela fica mais tempo na escola do que eu treinando, na verdade. Consigo conciliar da melhor maneira possível e não pararia de competir por isso. Só paro quando eu não tiver mais condições. Aliás, ela gosta de me ver nas competições, é uma motivação maior ainda", disse.

Mãe-coruja, Maurren, entretanto, assegurou que não ameniza nas broncas quando a filha ultrapassa os limites. Em uma associação, a atleta classificou seu comportamento como mãe como uma mistura "linha-dura" de Emerson Leão, técnico do São Paulo - clube do coração e patrocionador da competidora -, e a serenidade de Nélio Moura, treinador da campeã olímpica.

"Tenho que misturar as duas. Para educar os filhos, você não pode ser tão serena, tem que ter o pulso firme para saber quando chamar a atenção. Sem dúvida sou muito serena com a Sofia, mas linha dura também quando eu preciso", garantiu a campeã olímpica

Maurren cogita ser madrinha de bateria no Carnaval:
Fonte: Terra
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