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Organizadas da dupla Atletiba prometem paz no clássico

Os Fanáticos e Império Alviverde garantem que vão seguir o mesmo rumo das diretorias dos clubes

19 fev 2015 - 19h33
(atualizado às 19h35)
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Clubes divulgaram imagem de união, com um aperto de mão, nas redes sociais
Clubes divulgaram imagem de união, com um aperto de mão, nas redes sociais
Foto: Coritiba / Divulgação

Após o pedido da diretoria, jogadores e comissão técnica, as torcidas organizadas de Atlético-PR e Coritiba também querem protagonizar festas nas arquibancadas e menos violência nas ruas. No domingo, às 18h30, a dupla Atletiba entra em campo no Estádio Couto Pereira, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense.

Tanto a rubro-negra Os Fanáticos quanto a Império Alviverdem prometem que vão fazer de tudo para evitar confrontos entre seus integrantes neste final de semana. Entre sexta-feira e sábado, reuniões nas sedes das duas torcidas serão feitas para passar as instruções e recomendações para o clássico.

A organizada atleticana, por exemplo, já postou um vídeo no Facebook pedindo que a paz reine durante o dia do jogo. Além disso, ainda vai convocar líderes de seus comandos para reiterar esse pedido. "Estamos tentando conscientizar a galera, convocamos comandos e integrantes para ter consciência e evitar tumulto no clássico", explica Gilmar Alves, secretário da torcida.

A diretoria do Atlético-PR, por outro lado, ainda tem ressalvas com a instituição e diz que os resultados ainda são pequenos com o diálogo. Mario Celso Petraglia, que destinou um setor específico na Arena da Baixada para a organizada, teve problemas recentes: briga da fanáticos com a Ultras (e, consequentemente, a proibição da mesma pelo clube) no clássico da Vila Capanema, em 2013, e as cenas de violência na Arena Joinville contra a Força Jovem do Vasco da Gama, pela última rodada da Série A do mesmo ano.

"Estamos iniciando o trabalho com o apoio da mídia de conscientização. Se vamos conseguir paz absoluta, saberemos no futuro. Temos por obrigação fazer algumas coisas. Essa é a primeira", promete o mandatário rubro-negro.

Por outro lado, Rogério Bacellar tem um ambiente bom na Império e teve, aliás, o apoio da mesma nas eleições do ano passado. A organizada, entretanto, também tem histórico de violência, como em 2009, quando invadiu o gramado do Couto Pereira para brigar com a Polícia Militar e funcionários do Fluminense, no rebaixamento para a Série B. "Estamos de portas abertas para dialogar sempre com a maior harmonia e pedir paz nos estádios", garante o dirigente coxa-branca.

Reimackler Alan Graboski, presidente da Império, acredita que o bom relacionamento entre os clubes vai ajudar nas festas das arquibancadas, com mais materiais liberados. Somente o mandante do clássico tem vestuário, faixas, bandeiras e baterias a seu favor, enquanto o visitante consegue uma faixa e, no máximo, bateria com alvará do rival.

Entretanto, Graboski aposta que as medidas adotadas vão ajudar a coibir a violência, mas só garante que acabará quando houver punição dos infratores. "Não adianta punir a Império, enquanto o torcedor que cometeu ato irregular continuar sem sofrer nada. Tem que sentir na pele para aprender", aposta.

Nesta quinta­-feira, o esquema para o clássico foi definido em uma reunião no final da tarde. O horário de ônibus nos terminais para a torcida do Atlético fica determinado até 14h30, enquanto a torcida do Coritiba tem prioridade a partir das 15h. A Polícia Militar informou às organizadas que não tem como colocar viatura em cada região para escoltar os comandos das torcidas por falta de contigente, mas acredita que estipulando horário diminua o risco de encontros.

Fonte: PGTM Comunicação - Especial para o Terra PGTM Comunicação - Especial para o Terra
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