"Machucou demais": Bracks revive derrota e cobra reação do Galo para 2026
Paulo Bracks abriu o jogo na Arena MRV, relembrou a final da Sul-Americana como um dos momentos mais duros de sua carreira e fez um balanço crítico da última temporada. Mesmo com finais alcançadas, o dirigente deixou claro que o Atlético precisa dar uma resposta mais forte em 2026.
Durante entrevista coletiva concedida nesta terça-feira (6), na Arena MRV, Paulo Bracks falou abertamente sobre o planejamento do Atlético para a temporada de 2026 e revisitou um dos capítulos mais dolorosos da história recente do clube. O CSO do Galo destacou que o próximo ano precisa marcar uma virada esportiva após os resultados abaixo do esperado em 2025.
Apesar da conquista do Campeonato Mineiro, o Atlético encerrou a última temporada com frustrações relevantes. O time ficou com o vice-campeonato da Copa do Brasil e da Copa Sul-Americana, além de terminar o Brasileirão apenas na 11ª colocação. Segundo Bracks, a campanha foi diretamente impactada pela escolha estratégica de priorizar os torneios eliminatórios, deixando o campeonato nacional em segundo plano em determinado momento do ano.
Ao comentar especificamente a final da Sul-Americana, disputada em Assunção, no Paraguai, o dirigente revelou o peso emocional da derrota nos pênaltis. Ele descreveu o retorno da delegação como um dos momentos mais tristes que já viveu no futebol, ressaltando o sentimento coletivo de que o título estava ao alcance.
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"A gente sofreu demais nessa final. O voo de volta foi uma das coisas mais tristes que já vivi em um clube. Ficou a sensação de que dava, de que estava perto, e não aconteceu. Foi algo que machucou muito e ainda não cicatrizou", afirmou Bracks.
Na avaliação do CSO, apesar de o clube ter chegado a decisões importantes nos últimos anos, isso não pode ser tratado como suficiente. Para ele, o Atlético tem a responsabilidade de transformar o acúmulo de finais em conquistas e desempenho mais consistente.
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"Chegar a grandes finais é relevante, mas perder não é. O Atlético tem a obrigação de apresentar um rendimento superior ao que teve em 2024 e 2025", concluiu.