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Do início turbulento à briga pelo título: Felipão e Atlético-MG renascem no Brasileirão

Técnico largou a aposentadoria para conduzir o Galo à disputa do título nacional

28 nov 2023 - 09h32
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Foto: Lance!

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O Atlético-MG entrou de vez na briga pelo título do Brasileirão, e o responsável pela campanha por isso é um velho conhecido do torcedor brasileiro: Luiz Felipe Scolari. Aos 75 anos, o técnico deixou a aposentadoria à beira dos gramados (e consequentemente o cargo de coordenador de futebol do Athletico-PR) para recolocar o Galo na briga pelo título nacional.

Desde que retornou no futebol chinês, onde venceu todos os títulos possíveis, Felipão conquistou o Brasileirão de 2018 com o Palmeiras e levou o Athletico-PR à final da Libertadores de 2022, trabalhos com uma trajetória muito parecida: logo no início, o técnico mudou a cara do time e empilhou boas atuações, aliados com bons resultados.

No Atlético, entretanto, a história foi bem diferente: Felipão precisou de 10 jogos para conhecer sua primeira vitória. Este início ruim não custou apenas a eliminação do Galo na Libertadores, nas oitavas de final diante do Palmeiras, como também custou pontos preciosos no Campeonato Brasileiro: nos nove jogos anteriores, perdeu cinco e empatou quatro.

A quebra da sequência negativa aconteceu diante do São Paulo no Morumbi, no início de agosto, vitória por 2 a 0 na estreia de Lucas Moura. Um jogo grande, daqueles que Felipão sempre soube utilizar para motivar seus elencos e arrancar nos campeonatos e disputar títulos. Desde então, o Galo perdeu apenas três jogos: diante do Vasco fora de casa, e contra Coritiba e Cruzeiro em casa.

Há quem diga que Felipão só conquista resultados por conta de um estilo de jogo simples, baseado em uma defesa forte, organizada por encaixes individuais (marcação no estilo "cada um no seu"), e em contra-ataques. No Galo, porém, o técnico precisou adaptar seu estilo para levar o time à disputa pela taça. Este fator, inclusive, pode ter sido o principal fator para que o técnico tivesse encontrado tanta dificuldade em seu início pelo clube. O atacante Paulinho falou sobre as mudanças feitas pelo técnico após a vitória sobre o Fortaleza por 3 a 1.

- Desde que o Felipão chegou, já tinha verbalizado que era um time com características diferentes das que ele estava acostumado. Ele teve que se adaptar e nos ajudou muito, dando liberdade para mim e para o Hulk, para achar os espaços e buscar os gols - disse o camisa 10 do time.

A adaptação, que dá mais liberdade para a dupla de ataque e serve como prova do repertório de Felipão, foi uma solução encontrada para a ausência de uma referência no ataque, grande marca dos times do treinador: Jardel no Grêmio, Oséas, Barcos e Deyverson no Palmeiras, Fred na Seleção Brasileira, entre outros.

Além da quarta colocação na tabela, com 60 pontos conquistados (três a menos que o líder Palmeiras), sob o comando de Felipão o Atlético ostenta as marcas de melhor campanha do segundo turno (com 33 pontos conquistados) e melhor defesa do campenato (apenas 27 gols tomados).

Luiz Felipe Scolari tem 27 títulos na carreira, número que o coloca como sétimo treinador com mais taças na história do futebol. Entre as conquistas, estão quatro Copas do Brasil (1991, 1996, 1998 e 2012), duas Libertadores (1995 e 1999), uma Liga dos Campeões da Ásia (2013) e a Copa do Mundo de 2002 pela Seleção Brasileira.

Caso vença o Brasileirão deste ano com o Atlético, essa será a terceira taça do campeonato na carreira de Felipão. As outras conquistas ocorreram em 1996, pelo Grêmio, e 2018, pelo Palmeiras. Mesmo com currículo tão recheado, há uma parcela da torcida que ainda contesta o trabalho do treinador. Uma eventual conquista do campeonato nacional, no entanto, deve acabar com qualquer dúvida: Scolari é um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro.

Lance!
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