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Argentina e Suíça se reencontram na Copa do Mundo 12 anos após um jogo emocionante

9 jul 2026 - 18h17
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A Argentina e a ‌Suíça se enfrentarão novamente no mata-mata da Copa do Mundo neste sábado, trazendo consigo lembranças de uma partida tensa 12 anos atrás no Brasil, quando um gol de Ángel Di María na prorrogação finalmente quebrou a resistência suíça e garantiu a classificação da equipe de Lionel Messi.

Muita coisa mudou desde aquele confronto nas oitavas de final em São Paulo.

Naquela época, a ⁠Argentina tentava equilibrar o brilhantismo de Messi, então no auge, com o peso de encerrar um ‌jejum de títulos na Copa do Mundo que se estendia por quase três décadas. A Suíça, por sua vez, já havia se tornado uma participante assídua do torneio, mas ‌ainda buscava sua primeira classificação para as quartas de final desde ‌1954.

Agora, a Argentina chega como atual campeã mundial, após conquistar o troféu no ⁠Catar em 2022 e também foi vice-campeã em 2014. Messi, agora com 39 anos, não está mais no auge de sua forma física, mas o torneio ainda parece girar em torno dele.

O capitão inspirou a notável virada da Argentina por 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas de final, quando sua equipe estava perdendo por 2 x 0, a 11 ‌minutos do fim. 

"Sofremos muito de novo, mas isso é a Copa do Mundo. Todos os ‌jogos são assim", disse Messi. "Este ⁠grupo nunca desiste e ⁠continua tentando até o fim."

A Suíça, no entanto, está escrevendo sua própria história. A equipe de Murat ⁠Yakin chegou às quartas de final pela primeira ‌vez em 72 anos ao derrotar ‌a Colômbia nos pênaltis, após um empate sem gols, e acredita ter chances contra a atual campeã.

"ELES TÊM O MELHOR DE TODOS"

Apenas três jogadores permanecem do confronto de 2014: Messi, o capitão suíço Granit Xhaka e o lateral esquerdo Ricardo Rodríguez.

"É um ⁠privilégio estar neste tipo de era com ele", disse Xhaka, de 33 anos, sobre Messi. "Jogamos contra ele quando perdemos em 2014, no Brasil. Conhecemos a qualidade dele, o que ele tem, mas também a de toda a equipe."

Rodríguez demonstrou o mesmo respeito pelo desafio que se aproxima.

"A Argentina é uma grande seleção. ‌Jogadores muito fortes, um bom técnico. Sabemos como eles jogam", disse o jogador de 33 anos. "E eles têm o melhor de todos (Messi)."

A Suíça não é mais definida apenas pela ⁠disciplina defensiva e espera que o meia Johan Manzambi possa retornar de uma lesão no joelho. Sua criatividade fez falta contra a Colômbia.

Yakin acredita que as recentes dificuldades da Argentina contra Cabo Verde e o Egito expuseram vulnerabilidades que a Suíça pode explorar.

"Vamos enfrentar os atuais campeões, o que é uma oportunidade única. Ao mesmo tempo, percebemos que a Argentina não é invencível", disse Yakin. "Deve ser uma partida interessante do ponto de vista tático."

O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, que deve manter a maior parte da equipe que venceu o Egito, projetou mais um teste exigente contra uma seleção com "uma tradição incrível na Copa do Mundo" e "jogadores excepcionais".

Doze anos após Di María quebrar o impasse no Brasil, a Suíça finalmente tem o jogo de quartas de final que tanto almejou. Mais uma vez, a Argentina e Messi estão no seu caminho.

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