Argentina e Suíça se reencontram na Copa do Mundo 12 anos após um jogo emocionante
A Argentina e a Suíça se enfrentarão novamente no mata-mata da Copa do Mundo neste sábado, trazendo consigo lembranças de uma partida tensa 12 anos atrás no Brasil, quando um gol de Ángel Di María na prorrogação finalmente quebrou a resistência suíça e garantiu a classificação da equipe de Lionel Messi.
Muita coisa mudou desde aquele confronto nas oitavas de final em São Paulo.
Naquela época, a Argentina tentava equilibrar o brilhantismo de Messi, então no auge, com o peso de encerrar um jejum de títulos na Copa do Mundo que se estendia por quase três décadas. A Suíça, por sua vez, já havia se tornado uma participante assídua do torneio, mas ainda buscava sua primeira classificação para as quartas de final desde 1954.
Agora, a Argentina chega como atual campeã mundial, após conquistar o troféu no Catar em 2022 e também foi vice-campeã em 2014. Messi, agora com 39 anos, não está mais no auge de sua forma física, mas o torneio ainda parece girar em torno dele.
O capitão inspirou a notável virada da Argentina por 3 x 2 sobre o Egito nas oitavas de final, quando sua equipe estava perdendo por 2 x 0, a 11 minutos do fim.
"Sofremos muito de novo, mas isso é a Copa do Mundo. Todos os jogos são assim", disse Messi. "Este grupo nunca desiste e continua tentando até o fim."
A Suíça, no entanto, está escrevendo sua própria história. A equipe de Murat Yakin chegou às quartas de final pela primeira vez em 72 anos ao derrotar a Colômbia nos pênaltis, após um empate sem gols, e acredita ter chances contra a atual campeã.
"ELES TÊM O MELHOR DE TODOS"
Apenas três jogadores permanecem do confronto de 2014: Messi, o capitão suíço Granit Xhaka e o lateral esquerdo Ricardo Rodríguez.
"É um privilégio estar neste tipo de era com ele", disse Xhaka, de 33 anos, sobre Messi. "Jogamos contra ele quando perdemos em 2014, no Brasil. Conhecemos a qualidade dele, o que ele tem, mas também a de toda a equipe."
Rodríguez demonstrou o mesmo respeito pelo desafio que se aproxima.
"A Argentina é uma grande seleção. Jogadores muito fortes, um bom técnico. Sabemos como eles jogam", disse o jogador de 33 anos. "E eles têm o melhor de todos (Messi)."
A Suíça não é mais definida apenas pela disciplina defensiva e espera que o meia Johan Manzambi possa retornar de uma lesão no joelho. Sua criatividade fez falta contra a Colômbia.
Yakin acredita que as recentes dificuldades da Argentina contra Cabo Verde e o Egito expuseram vulnerabilidades que a Suíça pode explorar.
"Vamos enfrentar os atuais campeões, o que é uma oportunidade única. Ao mesmo tempo, percebemos que a Argentina não é invencível", disse Yakin. "Deve ser uma partida interessante do ponto de vista tático."
O técnico da Argentina, Lionel Scaloni, que deve manter a maior parte da equipe que venceu o Egito, projetou mais um teste exigente contra uma seleção com "uma tradição incrível na Copa do Mundo" e "jogadores excepcionais".
Doze anos após Di María quebrar o impasse no Brasil, a Suíça finalmente tem o jogo de quartas de final que tanto almejou. Mais uma vez, a Argentina e Messi estão no seu caminho.
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