Árbitro somali é retirado da Copa após ser barrado por governo Trump
Omar Artan teve entrada negada nos EUA sem motivos 'claros'
A Fifa anunciou na segunda-feira (8) que o premiado árbitro somali Omar Artan não participará da Copa do Mundo após ter sua entrada negada nos Estados Unidos.
Ainda não está claro por que ele foi barrado em território americano, no entanto, a Somália é um dos vários países na lista de restrições de viagem do governo Donald Trump.
No sábado (6), Artan foi impedido de entrar nos EUA por agentes da fronteira do Aeroporto Internacional de Miami.
A Fifa enfatizou que não tem poder para influenciar a decisão, que, segundo ela, é de responsabilidade exclusiva dos EUA, um dos países-sede, ao lado de México e Canadá.
"A Fifa não se envolve nos processos de imigração dos países anfitriões, incluindo decisões sobre vistos, e foi informada pelas autoridades de que o status de Artan não será alterado neste momento", afirmou o porta-voz, acrescentando que "em consonância com eventos anteriores da Fifa, é o governo da nação-sede que determina quem recebe vistos e quem é admitido no país".
Artan seria o primeiro somali a arbitrar em uma fase final da Copa do Mundo.
Nesta terça (9), o Ministério da Juventude e dos Esportes da Somália defendeu a "integridade" do árbitro.
Apesar dos "intensos esforços diplomáticos e das negociações com as autoridades competentes do governo dos EUA e da Fifa com o objetivo de alcançar uma solução imediata, infelizmente, não foi possível obter um resultado positivo", afirmou o ministério em um comunicado à imprensa.
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