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Árbitro da Somália está voltando para casa após ser impedido de entrar nos Estados Unidos

9 jun 2026 - 20h53
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O árbitro de futebol somali ‌Omar Abdulkadir Artan, que teve negada a sua chance de estrear na Copa do Mundo após ser impedido de entrar nos Estados Unidos, agradeceu à Fifa, à Confederação Africana de Futebol (CAF) e ao povo somali nesta terça-feira, enquanto se preparava para voltar para casa.

Artan se tornaria o primeiro somali a apitar uma ⁠partida de Copa do Mundo, mas um porta-voz da Fifa afirmou que ele ‌não poderia treinar ou apitar no torneio depois de ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos no fim de semana.

Em entrevista à Reuters no ‌Aeroporto de Istambul antes de embarcar em um ‌voo para a Somália, Artan disse que estava de bom humor.

"Estou ⁠me sentindo muito bem agora. E queria agradecer à Fifa por me apoiar o tempo todo e também ao povo somali. Portanto, sou muito grato à Fifa e à CAF também. É isso que tenho a dizer", disse Artan.

O governo da Somália disse que tentou, sem sucesso, negociar com os EUA e ‌a Fifa para que Artan pudesse entrar no país e que ficou triste ‌com o ocorrido.

"Suas conquistas internacionais ⁠são motivo de ⁠honra e orgulho para o povo somali", afirmou o Ministério do Esporte da Somália, em ⁠comunicado.

A Federação Somali de Futebol disse que ‌não recebeu uma explicação ‌oficial sobre o motivo pelo qual a entrada de Artan foi negada e que está trabalhando com a Fifa e as autoridades competentes para entender as circunstâncias.

Segundo um porta-voz da Fifa, a organização "não está envolvida nos ⁠processos de imigração do país anfitrião, incluindo a concessão de vistos, e foi informada pelas autoridades que a situação do Sr. Artan não será alterada neste momento".

Artan também não poderia apitar jogos no México e no Canadá.

O chefe de arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, montou ‌um centro de treinamento em Miami para os 140 árbitros e assistentes que participarão do evento.

Esses árbitros são obrigados a permanecer na base de treinamento ⁠por motivos logísticos e de segurança, portanto, não seria possível para Artan apitar jogos no Canadá e no México sem pisar nos Estados Unidos.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) disse, sem citar o nome, que um cidadão somali que chegou ao Aeroporto Internacional de Miami vindo de Istambul no sábado foi considerado inadmissível devido a preocupações com a verificação de antecedentes.

A agência não deu mais detalhes, mas afirmou que o árbitro passou por uma inspeção adicional de rotina antes de ter sua entrada negada. No ano passado, o governo Trump impôs uma proibição de viagem a cidadãos de 12 países, incluindo a Somália.

Artan, eleito o Melhor Árbitro Masculino da Confederação Africana em 2025, tinha um visto válido, segundo reportagens da imprensa.

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