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Veja os bilionários da lista da Forbes que começaram pequeno

Ranking dos 150 brasileiros mais ricos tem 16 empreendedores que iniciaram a carreira com negócios modestos

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Recentemente, a edição brasileiras da revista Forbes publicou a lista dos 150 bilionários do país. Entre os homens e mulheres mais ricos da nação, há 16 nomes que começaram como pequenos e médios empresários e construíram suas fortunas com trabalho duro, foco nos objetivos, perseverança e sabedoria para aproveitar oportunidades. 

Dois deles são bastante conhecidos. Com um patrimônio de 2,42 bilhões, Silvio Santos começou como camelô nos anos 1940 e hoje o dono do SBT é o 78º homem mais rico do Brasil, segundo a lista da Forbes. Já a empresária Luiza Helena Trajano, presidente do Magazine Luiza, aparece em 124º lugar, com R$ 1,20 bilhão. A rede de lojas foi criada por seus tios, mas foi sob o comando de Luiza que a empresa se expandiu e se tornou uma gigante do varejo nacional. 

Silvio Santos e Luiza Trajano, no entanto, são só os rostos mais famosos de uma galeria que inclui magnatas dos segmentos de cosméticos, moda, educação, saúde e mineração. Conheça a seguir a trajetória dos empreendedores que partiram do zero e montaram verdadeiros impérios em seus diferentes ramos de atividade.   

Reis dos cosméticos
O mercado brasileiro de produtos de beleza concentra três dos homens mais ricos do país: Miguel Krigsner, dono de O Boticário, e os sócios Guilherme Peirão Leal e Antônio Luiz da Cunha Seabra, proprietários da Natura. O que todos eles têm em comum é o fato de terem começado de baixo. 

O bioquímico Miguel Krigsner aparece na 24º posição na lista da Forbes, com R$ 6,45 bilhões. Filho de pai polonês e mãe alemã, sua família emigrou para a Bolívia para fugir da Segunda Guerra Mundial. Krigsner nasceu no país vizinho, mas quando era criança se mudou com a família para Curitiba, onde começou a trabalhar ainda novo na loja do pai. Depois de se formar em farmácia e bioquímica, em 1977 abriu uma pequena farmácia de medicamentos dermatológicos manipulados na capital paranaense. O pequeno negócio deu origem à segunda maior empresa de cosméticos do Brasil: O Boticário. 

Coincidência ou não, a maior empresa do ramo no Brasil, a Natura, também nasceu como um negócio modesto. Em 1969, o economista Antônio Luiz da Cunha Seabra abriu uma pequena loja de cosméticos na rua Oscar Freire, em São Paulo. Dez anos depois, o administrador de empresas Guilherme Peirão Leal tornou-se sócio do empreendimento usando os recursos do fundo de garantia e da venda de um terreno. Hoje, os dois estão na lista de bilionários da Forbes. Seabra na 31a posição, com uma fortuna de R$ 5,05 bilhões, e Leal na 66a posição, com um patrimônio de R$ 2,88 bilhões. 

 

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Barões da moda

Os segmentos de roupas e calçados também têm os seus bilionários que começaram  de baixo. Um deles é o potiguar Nevaldo Rocha, que em 1947 abriu uma pequena loja de roupas em Natal. O negócio foi o embrião do Grupo Guararapes, controlador das lojas Riachuelo. Ao longo de mais de 60 anos, Rocha acumulou uma fortuna estimada em R$ 5,36 bilhões, o que faz dele o 30o homem mais rico do Brasil na lista da Forbes. Hoje, seu filho Flávio Rocha é presidente da rede Riachuelo, seus outros filhos são membros do conselho e os netos também começaram a assumir cargos no Grupo Guararapes.

Outros dois pequenos empresários que se tornaram barões da moda foram os irmãos gaúchos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle, criadores da maior exportadora de calçados do Brasil, a Grendene. Alexandre aparece na 50a posição da lista da Forbes, com patrimônio estimado em R$ 3,55 bilhões. Pedro está no 99o posto, com R$ 1,76 bilhão. Em 1971, os dois abriram uma fábrica de telas plásticas para garrafões de vinho na cidade de Farroupilha (RS) e sete anos depois começaram a produzir sandálias de plástico que seriam o embrião de marcas como Melissa e Rider. 

Ainda no setor de calçados, o mineiro Anderson Birman aparece em 119o lugar na lista, com R$ 1,35 bilhão. Em 1972, ele abriu em Belo Horizonte a Arezzo, originalmente uma fábrica de sapatos masculinos. Com o tempo, o foco da empresa mudou e se tornou a maior do segmento de varejo de calçados femininos do Brasil,  com as marcas Arezzo, Ana Capri e Schutz. Atualmente, quem toca os negócios da família é o filho de Anderson, Alexandre, atual presidente do grupo Arezzo. 

Magnatas da educação

O mercado de educação é outro que viu o surgimento de fortunas a partir do zero. O maior exemplo disso é o paraibano José Janguiê Bezerra Diniz, fundador e principal acionista do grupo Ser Educacional, que aparece na 63a posição da lista da Forbes, com um patrimônio de R$ 2,93 bilhões. Diniz começou a trabalhar como engraxate aos oito anos. Vendeu mexericas, picolés, foi locutor de rádio e vendedor de loja. Aos 14 anos, foi morar na casa de um tio em Recife, onde trabalhava como datilógrafo enquanto cursava o ensino médio. Fez faculdade de Direito e, antes de se formar, montou uma empresa de cobranças. Foi professor na Universidade Federal de Pernambuco e procurador no Ministério Público do Trabalho. Também estudou Letras, fez pós-graduação, mestrado e doutorado. Acreditando que a educação é a única forma concreta de mobilidade social, em 1994, criou um curso preparatório para concursos públicos. Quatro anos depois, já era proprietário de um colégio com turmas da pré-escola ao pré-vestibular. 

Outro empreendedor de origem humilde que enriqueceu com a educação foi o imigrante libanês Chaim Zaher, que aparece na 112a posição do ranking da Forbes, com R$ 1,48 bilhão. Ex-porteiro de escola, começou como franqueado da rede de ensino pré-vestibular Objetivo e, depois de algum tempo, comprou o pré-vestibular Colégio Oswaldo Cruz (COC). Este foi o ponto de partida do Sistema Educacional Brasileiro, que em 2010 vendeu as marcas Dom Bosco, Pueri Domus, Name e COC para o grupo britânico Pearson.    

Ainda na área de ensino está Carlos Wizard Martins, que aparece na 86a posição, com R$ 2,23 bilhões. Em 1978, o empresário fundou a escola de idiomas Wizard dando aula para poucos alunos na sala de sua própria casa. Com o tempo, o negócio caseiro se transformou no bilionário grupo educacional Multi, que em 2013 também foi vendido para o britânico Pearson.

Bilionários da saúde e da mineração

Assim como a educação, a saúde é outro ramo de serviços essenciais que gerou grandes fortunas no Brasil, como a do médico cardiologista Jorge Moll, que aparece em 57o lugar na lista da Forbes, com patrimônio de R$ 3,17 bilhões. Em 1977, ele fundou a Cardiolab, clínica especializada em diagnóstico por imagem no Rio de Janeiro. O negócio prosperou e, em 1998, inaugurou a primeira unidade da Rede D’Or, hoje a maior rede hospitalar do Brasil.    

Outro doutor que começou do zero e virou bilionário foi o dentista paranaense Geninho Thomé, que em 1993 montou a Neodente, hoje a maior empresa de implantes dentários da América Latina. O sucesso nos negócios rendeu a Thomé a 128a posição na lista da Forbes, com um patrimônio de R$ 1,16 bilhão.

Já José Seripieri Filho nunca foi médico, mas isso não o impediu de fazer fortuna na área da saúde. Até 1997, ele era um simples vendedor de planos de saúde quando teve a ideia de criar a Qualicorp, empresa especializada na venda desse tipo de produto para associações de classe. O negócio deu tão certo que hoje Seripieri é o 111o homem mais rico do Brasil segundo a Forbes, com um patrimônio de R$ 1,51 bilhão. 

Por fim, a área de mineração também tem o seu bilionário de origem humilde. Filho de um operário de estrada de ferro, João Carlos Cavalcanti fez fortuna como geólogo e com apenas 26 anos já tinha feito o seu primeiro milhão.  Conhecido “farejador de minérios”, ficou famoso por descobrir reservas e hoje é dono da World Mineral Resources. Com patrimônio de R$ 2,70 milhões, divide a 69a posição da lista da Forbes com Rubens Menin Teixeira de Souza, fundador da MRV Engenharia.   

 

Fonte: PrimaPagina
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