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Vibra diz manter divergência com a Petrobras sobre plano de retirada de marcas

O conflito envolve a interpretação do contrato de licenciamento de marcas, válido até 28 de junho de 2029; entenda

15 out 2026 - 19h31
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Resumo
A Vibra Energia informou à CVM que mantém divergências com a Petrobras quanto ao prazo para entrega do plano de retirada de marcas, após a estatal manifestar desinteresse em renovar a parceria. Enquanto a Petrobras defende que a contagem de 180 dias já começou com o aviso prévio, a Vibra sustenta que o prazo vale apenas para o encerramento do contrato, vigente até junho de 2029. Sem consenso ou processo arbitral e judicial em curso, a distribuidora avalia que não houve fato novo a ser divulgado.

A Vibra Energia mantém uma divergência com a Petrobras sobre o prazo para apresentar o plano de retirada das marcas da estatal, conhecido como debranding. À Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a distribuidora afirma que não houve mudanças materiais no impasse desde outubro de 2025 e que não há disputa judicial ou arbitral em curso sobre o tema.

O conflito envolve a interpretação do contrato de licenciamento de marcas, válido até 28 de junho de 2029. Em janeiro de 2024, a Petrobras comunicou que não tinha interesse, naquele momento, em renovar o acordo e pediu à Vibra que apresentasse o plano de descontinuação do uso das marcas.

As empresas, porém, divergem sobre quando começa a contar o prazo de 180 dias para a entrega do documento. Para a Petrobras, a manifestação de desinteresse na renovação já dá início à contagem. A Vibra entende que o prazo previsto no contrato se aplica a casos de rescisão ou encerramento do acordo, e não ao anúncio antecipado de que ele não será renovado.

A Petrobras voltou a cobrar o plano em julho de 2025, estabelecendo novo prazo de 180 dias. Três meses depois, a Vibra reiterou sua interpretação contratual e afirmou que apresentaria o documento dentro do prazo que considera aplicável, ressaltando que o acordo segue vigente até junho de 2029.

No esclarecimento enviado à CVM nesta quinta-feira, 15, a Vibra diz que não houve entendimento entre as partes desde então e que não recebeu comunicação sobre a abertura de eventual processo judicial ou arbitragem por parte da Petrobras.

A companhia também defende que não havia motivo para uma nova divulgação específica ao mercado. Segundo a Vibra, os riscos associados ao contrato e a divergência com a Petrobras já estão descritos em seus documentos públicos, e não surgiram fatos novos que justificassem uma atualização extraordinária das informações.

Estadão
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