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Vendas de máquinas e equipamentos têm queda de 17% em janeiro, diz Abimaq

4 mar 2026 - 15h41
(atualizado em 4/3/2026 às 09h30)
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A indústria brasileira de ‌máquinas e equipamentos desacelerou em janeiro, com receita líquida de vendas recuando 17% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$17,28 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela associação de fabricantes, Abimaq.

No mercado interno, a receita encolheu 19% na comparação com janeiro de ⁠2025, atingindo R$12,8 bilhões. O consumo aparente encolheu 21,5%, a R$26,5 ‌bilhões.

As exportações atingiram US$838,2 milhões em janeiro, alta de 3,1% em relação a janeiro de um ano antes, mas queda de 41,4% ‌na comparação com dezembro. Segundo a Abimaq, ‌a retração na base mensal está relacionada a fatores sazonais ⁠e à base elevada de comparação.

Por sua vez, as importações somaram US$2,48 bilhões em janeiro, com queda de 10,3% frente a janeiro de 2025, sendo os maiores recuos observados nos bens de consumo e de infraestrutura.

Entre outros indicadores, o nível de utilização da capacidade instalada atingiu ‌78,6% em janeiro, alta marginal de 0,6% na comparação com dezembro, mas ‌4% superior ao patamar ⁠observado em ⁠janeiro de 2025.

A carteira de pedidos recuou em janeiro, atingindo o patamar de 9 ⁠semanas. Este valor esta um ‌pouco abaixo da média dos ‌últimos dois anos (24-25) que foi de 9,3, segundo a Abimaq.

A entidade espera crescimento de 3,5% na produção de máquinas e equipamentos e alta de cerca de 4% na receita líquida do ⁠setor este ano. O avanço deverá ser sustentado principalmente pelo mercado doméstico, com expectativa de expansão da demanda próxima de 5,6%, apoiada por projetos já contratados em infraestrutura e pela continuidade dos investimentos nas atividades extrativistas.

MÁQUINAS AGRÍCOLAS

Já as vendas ‌de máquinas e equipamentos agrícolas no Brasil devem cair em torno de 5% neste ano, segundo leitura da Câmara Setorial de Máquinas e ⁠Implementos Agrícolas (CSMIA) da Abimaq.

"Em 2026 podemos ter retração nas vendas em relação a 2025, algo em torno de 5% seria bastante razoável", disse Pedro Estêvão Bastos, presidente da CSMIA, a jornalistas citando o contexto de juros elevados.

Questionado sobre os impactos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã sobre o segmento, Bastos afirmou que a "guerra no Irã traz incerteza, mas ainda precisamos entender duração". O conflito vem impactando os mercados globais, fazendo os preços do petróleo subirem cerca de 7% nesta terça-feira.

Em janeiro, a receita obtida com venda de máquinas e implementos agrícolas caiu 15,6% sobre um ano antes, para R$3,6 bilhões, segundo dados da Abimaq.

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