Script = https://s1.trrsf.com/update-1765905308/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Vale, BNDES e outros criam fundo para investir em reflorestamento

5 mai 2010 - 15h46
Compartilhar

A Vale, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos de pensão Petros e Funcef formaram um fundo de investimento em reflorestamento que nasce com patrimônio de R$ 605 milhões e um primeiro acordo de venda de madeira para a Suzano Celulose.

Os recursos iniciais do fundo serão investidos na Vale Florestar, empresa que ainda será constituída com ativos do projeto de mesmo nome, criado pela Vale em 2007. A estruturação financeira do fundo ficará a cargo da administradora de recursos Global Equity, que disputou a função com mais 14 empresas.

A maior parte das cotas do fundo ficou com a Vale, 40%, que será pago com os ativos da Vale Florestar, enquanto os três sócios colocarão recursos correspondentes a uma cota de 20% cada um. O retorno esperado para o investimento é de 8% a 10% ao ano.

De acordo com o presidente da Vale, Roger Agnelli, apesar do fundo ser fechado, é possível que novos sócios sejam integrados. "Se tiver interesse e dinheiro, podemos conversar", afirmou Agnelli durante o lançamento do fundo.

"Resolvemos dar mais velocidade a um projeto que estamos tocando há algum tempo (Vale Florestar)", disse ainda.

"Não quero vender as cotas do fundo, mas tem gente de Bahrein, da China, do Japão que quer investir, é só falar em Brasil e Amazônia que eles abrem os olhos", afirmou o executivo.

O novo fundo poderá investir em empresas que atuem em setores envolvidos no desenvolvimento de projetos de florestamento, reflorestamento, manejo florestal, processamento e comercialização de produtos florestais, além de serviços ambientais, créditos de carbono derivados e prestação de serviços relacionados às atividades florestais.

"Esse não é um projeto ambiental, mas um projeto social que vai preservar o meio ambiente. São projetos sociais com retorno econômico", ressaltou Agnelli. "A madeira pode ser vendida para fazer carvão, móveis, celulose...", destacou.

De acordo com estudo da Vale, o déficit anual de toras de eucalipto no Brasil gira em torno dos 2 milhões de m³ e o reflorestamento é a melhor maneira de evitar o agravamento dessa situação. A Vale plantou 11 milhões de árvores em 2009 e pretende repetir ou mesmo aumentar esse volume em 2010. "Nossa meta é plantar 15 milhões este ano", disse Agnelli.

No caso do acordo com a Suzano, o diretor de desenvolvimento, implantação de projetos de capital, sustentabilidade e relações institucionais, Guto Quintella, explicou que a empresa vai comprar a madeira produzida pela Vale Reflorestar para uma fábrica no Maranhão.

"A fábrica de Imperatriz vai comprar madeira para fazer celulose", informou Quintella, dando exemplo de como o fundo pode ter retorno financeiro.

» Confira mais notícias sobre empresas

» Siga o Terra no Twitter

Fonte: Invertia Invertia
Compartilhar
TAGS
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra