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Trump volta a presssionar Fed por corte nos juros após dados fortes de emprego em agosto

Pesquisa nos EUA mostrou criação de 162 mil vagas em agosto, acima do esperado pelo mercado; analistas, porém, elevaram apostas numa elevação da taxa de juros

4 set 2026 - 12h33
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Resumo
Após a criação de 162 mil empregos em agosto superar as expectativas, Donald Trump voltou a pressionar o Federal Reserve por cortes nos juros, alegando que a força da economia justifica taxas mais baixas. O republicano ameaçou interromper o comércio com países deficitários caso a redução não ocorra. A demanda, contudo, contraria analistas do mercado, que passaram a apostar na alta dos juros pelo Fed para conter o risco inflacionário gerado pelo aquecimento econômico.

Em novo episódio de pressão sobre o Federal Reserve (Fed, o Banco Central americano), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou nesta sexta-feira, 4, interromper o comércio com países com os quais os EUA mantêm déficit caso as taxas de juros não sejam reduzidas. "Diminuam a taxa ou eu paro de negociar com os países com os quais temos déficit", escreveu em publicação na Truth Social.

Trump intensificou a pressão sobre o BC americano por juros mais baixos após a divulgação do payroll de agosto, que mostrou criação de 162 mil empregos, acima do teto das expectativas de analistas. O presidente classificou o resultado como "ótimo" e disse que superou as estimativas "por duas ou três vezes".

Segundo Trump, a força da economia americana deveria permitir custos de financiamento menores. "Um país forte significa uma taxa de juros mais baixa - é um crédito melhor", afirmou. Ele voltou a defender que os EUA deveriam ter "a menor taxa de qualquer país do mundo".

O republicano também relacionou sua pressão monetária à política comercial. Segundo ele, países que acumulam grandes superávits com os EUA dependem da disposição de Washington de manter essas relações e poderiam perder esse status caso o comércio fosse interrompido. Trump disse ainda que essa estratégia seria "melhor do que tarifas".

As declarações ocorrem enquanto o mercado eleva apostas, na verdade, em uma elevação das taxas de juros pelo Fed neste mês após o payroll, segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group. Taxas de emprego mais altas significam uma economia aquecida, o que pode elevar a inflação - e a ferramenta para baixar a inflação, que está acima da meta nos EUA há muito tempo, é aumentar os juros.

Trump pediu ainda que o conselho do Fed e seu presidente, Kevin Warsh, "sejam patriotas" e "inteligentes" e afirmou que juros elevados colocam os EUA em "desvantagem muito injusta".

Estadão
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