Após visar Brasil, Trump eleva tarifas sobre México e União Europeia e intensifica guerra comercial
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (12), que imporá tarifas de 30% de 30% sobre os produtos importados do México e da União Europeia (UE). O bilionário republicano, que anunciou esta semana imposição de taxas de 50% sobre produtos brasileiros, citou o envolvimento do México no tráfico de drogas para os Estados Unidos e um desequilíbrio comercial com o bloco europeu. Ambos os parceiros criticaram duramente as novas tarifas.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, neste sábado (12), que imporá tarifas de 30% de 30% sobre os produtos importados do México e da União Europeia (UE). O bilionário republicano, que anunciou esta semana imposição de taxas de 50% sobre produtos brasileiros, citou o envolvimento do México no tráfico de drogas para os Estados Unidos e um desequilíbrio comercial com o bloco europeu. Ambos os parceiros criticaram duramente as novas tarifas.
As novas tarifas para o México são maiores do que a taxa de 25% imposta por Trump no início deste ano, embora os produtos que entram nos Estados Unidos sob o Tratado de Livre Comércio da América do Norte (T-MEC) estejam isentos. "O México tem me ajudado a proteger a fronteira, MAS o que o México fez não é suficiente", disse Trump em sua carta. "A partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do México uma tarifa de 30% sobre os produtos mexicanos que entrarem nos Estados Unidos", acrescentou.
O governo mexicano afirmou ter sido informado da decisão durante negociações realizadas nos Estados Unidos na sexta-feira (11). "Mencionamos na mesa que se tratava de um acordo injusto e que não concordávamos", disseram os Ministérios da Economia e das Relações Exteriores mexicanos em um comunicado conjunto. "O México já está em negociações" para chegar a um acordo sobre "uma alternativa" às tarifas "que proteja empresas e empregos em ambos os lados da fronteira", acrescentaram os ministérios.
UE não exclui medidas de retaliação; Trump promete responder na mesma moeda
A nova taxa imposta à União Europeia (UE) também é consideravelmente maior do que a tarifa de 20% anunciada por Trump para o bloco em abril. "Impor tarifas de 30% sobre as exportações da UE interromperia cadeias de suprimentos transatlânticas essenciais, em detrimento de empresas, consumidores e pacientes em ambos os lados do Atlântico", disse a chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em um comunicado em resposta à carta de Trump.
Bruxelas declarou, na sexta-feira, que estava disposta a chegar a um acordo com Washington para evitar o retorno das tarifas de 20%. "Seguimos dispostos a continuar trabalhando em direção a um acordo antes de 1º de agosto. Ao mesmo tempo, tomaremos todas as medidas necessárias para preservar os interesses da UE, incluindo a adoção de contramedidas proporcionais, se necessário", acrescentou.
Em caso de retaliação europeia, Trump já anunciou que responderá na mesma moeda.
França e Alemanha reagem
Alemanha e França também instaram a União Europeia a negociar com Washington após as ameaças lançadas pelo chefe da Casa Branca. O presidente francês, Emmanuel Macron, expressou a "forte desaprovação" de seu país ao anúncio das taxas de 30%.
O presidente francês pediu à Comissão Europeia, responsável pelas negociações em nome dos 27 Estados-membros da UE, que "acelere a preparação de contramedidas confiáveis, mobilizando todos os instrumentos à sua disposição", "caso não se chegue a um acordo antes de 1º de agosto".
A ministra da Economia alemã, Katherina Reiche, também pediu à UE que "negocie pragmaticamente uma solução com os Estados Unidos no tempo restante, que se concentre nos principais pontos de discórdia".
Risco de recessão global
Desde o início desta semana, Trump enviou cartas a mais de 20 países informando-os sobre as tarifas que agora aplicará a cada um deles. Em uma das correspondências, o chefe de Estado anunciou que uma tarifa-base de 50% seria aplicada a todas as exportações brasileiras para os Estados Unidos, com implementação da medida prevista para agosto. A carta detalhava que produtos já taxados, como alumínio e aço, poderiam receber tarifas adicionais cumulativas.
Desde que retornou à Casa Branca, em janeiro, Trump impôs taxas abrangentes a aliados e concorrentes, o que agitou os mercados financeiros e aumentou os temores de uma recessão econômica global.
No entanto, seu governo está sob pressão para fechar acordos com diversos parceiros comerciais. Até o momento, as autoridades americanas divulgaram apenas dois compromissos, com o Reino Unido e o Vietnã, além de tarifas recíprocas temporariamente mais baixas com a China.
(Com AFP)