Trump ameaça Irã e eleva risco de choque no petróleo
Ministro iraniano acusa o presidente dos EUA de tentar desviar o foco de problemas internos
O cenário geopolítico limita o apetite por risco, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçando adotar medidas econômicas “sem precedentes” contra o Irã para pressionar Teerã a negociar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo.
Os mercados globais operam em tom misto nesta quinta-feira (20), com os investidores acompanhando a recuperação dos Treasuries de longo prazo e o agravamento das tensões no Oriente Médio. A melhora nos títulos americanos perdeu força após o Tesouro dos Estados Unidos intervir no mercado, enquanto a trajetória fiscal do país mantém as atenções voltadas ao custo de financiamento da dívida.
O alerta ganhou força após a dívida pública americana superar, pela primeira vez, US$ 40 trilhões, reacendendo as preocupações sobre a sustentabilidade das contas públicas e a pressão sobre os juros de longo prazo.
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Ao mesmo tempo, o cenário geopolítico limita o apetite por risco. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou adotar medidas econômicas “sem precedentes” contra o Irã para pressionar Teerã a negociar a reabertura do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o transporte global de petróleo. Trump também afirmou que países e instituições que ofereçam apoio considerado vital ao Irã poderão enfrentar “consequências econômicas tremendas”.
Em resposta, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, acusou Trump de tentar desviar a atenção dos americanos dos problemas financeiros internos dos Estados Unidos, citando a dívida recorde e os juros elevados.
A tensão reflete nos mercados globais. Os índices futuros de Nova York oscilam próximos da estabilidade, enquanto a recuperação dos Treasuries perde intensidade. Na Europa, as bolsas operam majoritariamente em queda, pressionadas pela alta do petróleo e pelo aumento das tensões no Oriente Médio. Já na Ásia, os mercados encerraram o pregão em alta, com destaque para a recuperação das ações de semicondutores e o alívio sobre os rendimentos dos títulos globais.
No Brasil, o foco permanece sobre a trajetória das despesas públicas. O governo projeta que os gastos obrigatórios com benefícios previdenciários alcancem R$ 1,223 trilhão em 2027, alta de 7,7% em relação aos R$ 1,135 trilhão estimados para 2026. Os números serão incorporados ao Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA), que deverá ser encaminhado ao Congresso em 31 de agosto.
Segundo as projeções, o aumento será influenciado principalmente pelo reajuste do salário mínimo acima da inflação, que afeta os benefícios vinculados ao piso nacional, e pela expectativa de crescimento do número de segurados.
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