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Top Imobiliário: Lopes e Cyrela são as campeãs no aniversário de 30 anos da premiação

No período, dados da Embraesp mostram que foram lançadas mais de 1 milhão de novas unidades no mercado paulistano

19 jun 2023 - 22h41
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ESPECIAL PARA O ESTADÃO - O Top Imobiliário chega à sua trigésima edição tendo como campeãs a Lopes, entre as Vendedoras, e a Cyrela, nas categorias Incorporadoras e Construtoras. A partir de dados levantados pela Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), parceira do Estadão nesta iniciativa, são premiadas as empresas que mais se destacaram em volume de lançamentos em São Paulo e Região Metropolitana. Veja aqui o ranking completo.

A Lopes foi contemplada por ter participado, em 2022, do lançamento de 51 empreendimentos com previsão de um valor geral de vendas (VGV) de R$ 7,05 bilhões. Ao ressaltar que o setor, marcado pela alta da taxa de juros e pelo ambiente político no último trimestre, reduziu o número de lançamentos, Mirella Parpinelle, diretora executiva Comercial da Lopes, diz que o resultado obtido foi possível com aumento de eficiência. "Trouxemos todo mundo de volta para o escritório, fortalecemos o marketing digital e obtivemos mais eficiência, principalmente em capacitação e transformação digital", afirma.

A Cyrela, que no ano passado havia ficado em segundo lugar no ranking de Construtoras, agora, atingiu o topo ao lançar 24 empreendimentos com 7.580 unidades e VGV previsto de R$ 4,5 bilhões. Em 2021, lançou 26 conjuntos, com 6.970 unidades e VGV de R$ 3,54 bilhões. O crescimento foi de 8,8% em unidades, para 7.580 em 2022, e de 28% em VGV. Piero Sevilla, diretor de Incorporação e Negócio, diz que a empresa lança projetos que atendam às demandas do consumidor. "O foco da Cyrela é encantar o cliente e superar expectativas", declara. Como incorporadora, realizou 22 lançamentos com VGV previsto de R$ 4,19 bilhões.

A premiação ocorreu na segunda-feira, 19, no MAM, e também homenageou empresas das três categorias que mais se consagraram ao longo das três décadas.

Desempenho

Dados da Embraesp comprovam a força desse mercado: no período de janeiro de 1993 até dezembro de 2022, foram lançadas 1.037.457 unidades residenciais na capital, em 10.400 empreendimentos com 15.487 prédios, informa Douglas Menezes, sócio diretor da Embraesp. "São números levantados por meio de pesquisas realizadas pela equipe da Embraesp", diz. "São Paulo é uma potência", afirma Rodrigo Luna, presidente do Sindicato da Habitação (Secovi), ao se referir à pujança do mercado da capital.

Capa da primeira edição do Top Imobiliário, em 1993.
Capa da primeira edição do Top Imobiliário, em 1993.
Foto: Estadão / Estadão

Nos 30 anos do prêmio, o setor passou por transformações em diversas frentes. "Os tipos de projetos, as características que os clientes mais valorizam, as condições de financiamento, tudo isso foi passando por diferentes formatos", diz Gonzalo Fernandez, sócio-diretor da Fernandez Mera Negócios Imobiliários.

"O que mudou foi o tamanho do mercado", destaca Bruno Vivanco, presidente da Abyara, quarto lugar no ranking das Vendedoras, ao ressaltar o crescimento de lançamentos. "Hoje, existe mercado para os imóveis econômicos", acrescenta. Mas o caminho para esse aumento envolveu mudanças estruturais na economia, alterações no campo legal, além da resiliência e criatividade do setor para enfrentar crises econômicas. Isso inclui inflação nas alturas, escassez de financiamento e crise energética, entre outros.

Em março de 1993, mês do primeiro Top Imobiliário, a inflação atingiu 27,58%, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do IBGE. Mas, a partir de 1995, a consolidação do Plano Real, que reduziu a inflação, começa a se refletir no aumento da produção do setor.

Muitas outras medidas podem ser apontadas no processo que alterou a configuração que se via em 1993: adoção do tripé câmbio flutuante, metas de inflação e superávit primário, para dar mais estabilidade econômica ao País, a criação do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI) e a alienação fiduciária. Também podem ser citadas a criação do chamado patrimônio de afetação, a abertura de capital de empresas, criação do Minha Casa Minha Vida e o aumento do financiamento. Ainda assim, após um período de grande crescimento, de 2007 a 2013, o mercado se deparou com crise econômica e tropeçou em uma pandemia. Isso tudo, porém, não impediu o lançamento de 75.700 apartamentos em 2022, segundo dados do Secovi, o segundo maior número já registrado, atrás apenas das 81.800 um ano antes.

Luna diz que, agora, o principal desafio é dar sequência aos resultados de 2022. "Os preços subiram muito para corrigir a inflação da pandemia, mas já está controlado", afirma, sinalizando que uma "pequena queda" (8%) de lançamentos já era esperada, por duas razões: o recorde de 81,8 mil unidades em 2021 e a conjuntura econômica do País no ano passado.

Para os números do setor, também contribuíram mudanças nos projetos. "Hoje, o mercado oferece soluções muito completas em metragens menores. Dificilmente havia um apartamento com três suítes com menos de 200 m² e atualmente há projetos assim em 140 m²", diz Fernandez. Segundo ele, esse quadro é reflexo da escassez de terrenos.

Estúdios na mira

Se nos anos 1990 houve um boom de flats, a diretora executiva Comercial da Lopes, Mirella Parpinelle diz que hoje os estúdios são um mercado marcante. "Eles são muito procurados por poupador e pelo grande investidor. Há alguns fundos que compram todos os estúdios e administram, colocam uma bandeira, e aí fazem como se fosse um hotel butique. Tem havido procura", afirma.

Ao mesmo tempo, existe o que ela chama de "pressão do zoneamento", referindo-se à Lei de Zoneamento, que permite a construção de empreendimentos, nos eixos de transporte, sem garagem. "Fazem o estúdio em empreendimentos que também oferecem imóveis com outra tipologia, para poder dar a vaga de garagem para os apartamentos maiores." / COLABOROU HERALDO VAZ, ESPECIAL PARA O ESTADÃO

Estadão
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