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Brasil capta 5 bilhões de euros com oferta de títulos no mercado europeu

15 abr 2026 - 09h00
(atualizado às 20h56)
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O Tesouro Nacional informou nesta quarta-feira ‌que o governo brasileiro captou 5 bilhões de euros por meio de uma oferta de títulos públicos no mercado europeu, ressaltando que a operação teve demanda maior do que o previsto e marcou a maior emissão de títulos internacionais ⁠da história do país.

O Tesouro Nacional havia anunciado mais ‌cedo nesta quarta-feira a oferta de títulos denominados em euros, ao destacar que se tratava de um retorno ao ‌mercado europeu após mais de uma ‌década de ausência de emissões nesse segmento.

"Conseguimos uma ⁠captação histórica", disse o ministro da Fazenda, Dario Durigan, em entrevista a jornalistas em Washington. "Voltamos agora ao mercado europeu com grande sucesso e vamos prospectar novos mercados ainda até o fim do ano."

Os novos títulos têm vencimentos em 4 ‌anos (EURO 2030), 7 anos (EURO 2033) e 10 anos (EURO 2036), com ‌operação liderada pelos bancos ⁠BBVA, BNP ⁠Paribas, Bank of America e UBS.

De acordo com o Tesouro, a emissão ⁠totalizou 2 bilhões de ‌euros com o título ‌de quatro anos, com um retorno final ao investidor de 4,240% ao ano.

O papel de sete anos totalizou 1,5 bilhão de euros emitidos e retorno de 5,031% ⁠ao ano. O título de dez anos também teve emissão de 1,5 bilhão de euros, com retorno de 5,627% ao ano.

Segundo o Tesouro, a demanda para os títulos superou em mais de três ‌vezes o volume emitido, com expressiva participação de investidores não residentes -- cerca de 69% das operações vieram da Europa ⁠e 9% da Ásia. Outros 13% vieram da América Latina, incluindo o Brasil, e o restante da América do Norte.

"Os resultados com alta demanda, alto volume e spreads baixos evidenciam a confiança dos investidores na robustez e atratividade da dívida soberana brasileira", disse o Tesouro.

O Tesouro havia informado na terça-feira o início de conversas com investidores sobre a emissão, argumentando que o governo busca oferecer referência para outros emissores domésticos e contribuir para a "diversificação cambial" da dívida pública.

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