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FMI recomenda que UE não compense demasiadamente aumento de preço da energia

17 abr 2026 - 09h34
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Os governos europeus não ‌devem proteger excessivamente as empresas e os consumidores da energia mais cara, pois isso distorce o sinal de preço para reduzir o consumo e pode ser muito caro do ponto de vista fiscal, afirmou o Fundo Monetário Internacional.

A forte dependência da Europa em relação ⁠às importações de petróleo e gás a deixou exposta à espiral ‌de preços desde que o Estreito de Ormuz, uma rota global vital para o transporte de petróleo e gás, foi fechado ‌como resultado dos ataques israelenses e norte-americanos ‌contra o Irã e do ataque de Teerã à infraestrutura ⁠de energia no Oriente Médio.

A Comissão Europeia quer permitir que os países gastem mais dinheiro público para ajudar as empresas com as contas de combustível e fertilizantes, à medida que os governos correm para compensar o choque econômico causado pela alta dos preços.

"Os preços ‌ajudam a reduzir a demanda e a equilibrar novamente a oferta ‌e a demanda. Muitas ⁠medidas em discussão ⁠enfraquecem esse sinal", disse à Reuters o chefe do Departamento Europeu do FMI, ⁠Alfred Kammer.

Se os governos intervierem, ‌devem se concentrar nas ‌famílias mais pobres, com as intervenções amplas tendendo a beneficiar as famílias de renda mais alta, que consomem mais energia.

"Recomendamos transferências de quantia fixa para as famílias vulneráveis. Durante o choque ⁠energético russo, o custo fiscal médio na Europa foi de cerca de 2,5% do PIB. Cerca de 70% a 80% dessas medidas não foram direcionadas. Se o apoio tivesse sido direcionado aos 40% mais pobres das famílias, o ‌custo teria sido de apenas 0,9% do PIB", disse Kammer.

Por fim, todas essas medidas de amortecimento devem ter uma data final ⁠clara. "Alguns países ainda mantêm em vigor medidas 'temporárias' da última crise, o que é claramente um tempo muito longo", disse.

Ele observou que a disciplina fiscal é crucial porque os países europeus já enfrentam enormes pressões de gastos com defesa, envelhecimento da sociedade, pensões e saúde, que o FMI estimou em 5% do PIB até 2040.

Mas a pressão dos eleitores sobre os políticos para que intervenham e compensem os altos preços dos combustíveis é muito alta, disse Kammer, porque os europeus passaram a esperar o apoio do Estado sempre que uma crise ocorre após a pandemia da Covid em 2020 e o choque energético russo em 2022.

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