Tensão no Oriente Médio leva o petróleo Brent ao maior nível em cinco meses
Desempenho da commodity e incertezas sobre IA pressionam mercados
Relatos indicam que Estados Unidos e Irã podem anunciar progressos significativos nas negociações mediadas por Catar e Paquistão ainda nesta semana, com o objetivo de evitar a retomada da guerra. Enquanto isso, o petróleo Brent alcançou US$ 111 por barril, maior patamar em cinco meses, diante dos riscos à oferta.
Os mercados globais operam majoritariamente em queda nesta terça-feira (20), pressionados pela escalada das tensões no Oriente Médio, pela disparada do petróleo e pelas incertezas sobre os investimentos em inteligência artificial (IA).
A intensificação do conflito no Oriente Médio voltou a ameaçar o fornecimento global de energia. Os rebeldes houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, afirmaram ter lançado ataques contra alvos de energia, aeroportos e instalações militares da Arábia Saudita. Relatos de ataques a embarcações no Golfo também ampliaram as preocupações com a segurança do transporte marítimo.
O cenário se agravou após o Irã incluir mais de 100 navios em uma lista de restrições à navegação no Estreito de Ormuz, segundo a agência estatal IRNA. Mais de 40 embarcações já foram alvo das medidas, enquanto outras 30 podem ser acrescentadas à relação. O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, afirmou que Teerã considera inevitável ampliar sua autoridade sobre a passagem estratégica por razões de segurança nacional. Segundo ele, o tráfego marítimo ocorria normalmente antes dos ataques americanos.
Apesar da escalada militar, há expectativa de avanços diplomáticos. Relatos indicam que Estados Unidos e Irã podem anunciar progressos significativos nas negociações mediadas por Catar e Paquistão ainda nesta semana, com o objetivo de evitar a retomada da guerra. No mercado de energia, o petróleo Brent alcançou US$ 111 por barril, maior patamar em cinco meses, diante dos riscos à oferta do Oriente Médio.
Em Nova York, os índices futuros apresentam desempenho misto, pressionados pela perda de fôlego das ações ligadas à inteligência artificial. Na Ásia, as bolsas encerraram a sessão majoritariamente em queda, com o Kospi, da Coreia do Sul, liderando as perdas regionais, com recuos de 4,2% da SK Hynix e de 3% da Samsung Electronics.
No mercado doméstico, a disputa presidencial e os rumos da política fiscal concentram as atenções a cinco dias do segundo turno, marcado para domingo (25). Os investidores acompanham a divulgação de novas pesquisas eleitorais e avaliam as incertezas sobre a condução da economia a partir de 2027.
Pesquisa da Real Time Big Data divulgada nesta terça-feira aponta Flávio Bolsonaro com 52% dos votos válidos, contra 48% de Luiz Inácio Lula da Silva. A diferença de quatro pontos percentuais configura empate técnico no limite da margem de erro.
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