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Banco do Japão pode elevar previsão de inflação e manter juros inalterados, dizem fontes

20 out 2026 - 09h10
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Resumo
O Banco do Japão deve elevar ligeiramente sua projeção de inflação para o próximo ano fiscal devido à alta persistente do petróleo, segundo fontes. Apesar das pressões nos preços, a expectativa é de manutenção das taxas de juros na reunião de outubro, já que não há pressa para novo aperto monetário. Contudo, o banco central manterá o foco nos riscos inflacionários em seu relatório trimestral, deixando margem para uma nova alta dos juros em dezembro caso a desvalorização do iene volte a preocupar.

O Banco do ‌Japão pode elevar sua projeção de inflação para o próximo ano fiscal nas previsões a serem divulgadas neste mês, já que o aumento dos preços do petróleo exerce pressões sobre os preços na economia por um período mais longo do que o esperado, afirmaram quatro fontes a par das considerações do banco central japonês.

Após aumentar ⁠as taxas de juros no mês passado, espera-se que o Banco do Japão mantenha ‌os juros estáveis na reunião de política monetária de dois dias que termina em 30 de outubro, a menos que o iene retome sua queda, o ‌que elevaria os custos de importação e a ‌inflação em geral, disseram as fontes.

No entanto, o banco central japonês provavelmente ⁠manterá seu foco nos crescentes riscos inflacionários em um relatório trimestral a ser divulgado após a reunião, disseram as fontes, deixando margem para outro aumento dos juros já em dezembro.

"O crescimento dos preços ao consumidor pode permanecer elevado por mais tempo do que o esperado, embora não haja grande mudança na inflação subjacente", disse uma ‌das fontes, opinião compartilhada por outras duas.

"Existem pressões inflacionárias, mas elas não dispararam, então ‌há poucos motivos para pressa", ⁠disse outra fonte ⁠sobre o momento do próximo aumento dos juros. As fontes falaram sob condição de anonimato, pois ⁠não estavam autorizadas a se pronunciar publicamente. ‌O Banco do Japão não ‌estava disponível para comentar imediatamente.

Nas previsões feitas em julho, o Banco do Japão projetou que a inflação básica ao consumidor atingiria 2,5% no atual ano fiscal, que termina em março de 2027, antes de desacelerar para 2,4% no ⁠ano seguinte. As projeções partiam do pressuposto de que o repasse do aumento inicial nos custos dos combustíveis se moderaria a partir do segundo semestre do próximo ano.

Nas novas previsões a serem divulgadas este mês, o conselho pode revisar ligeiramente para cima sua previsão de inflação básica ‌para o ano fiscal de 2027, a fim de refletir o repasse do recente e renovado aumento nos preços do petróleo bruto, afirmaram as fontes.

Quaisquer revisões serão ⁠mínimas, com poucos sinais de que efeitos de segunda ordem perigosos — nos quais o choque energético desencadeia uma espiral de aumentos acentuados de salários e preços — estejam se consolidando na economia, afirmaram.

É provável que o conselho mantenha, em linhas gerais, suas previsões econômicas, projetando um crescimento de 0,6% no ano fiscal de 2026 e de 0,8% em 2027, com as exportações robustas de bens relacionados à inteligência artificial compensando o consumo fraco, disseram as fontes.

É improvável que o Banco do Japão incorpore o impacto esperado de uma redução de dois anos no imposto sobre o consumo de alimentos, prevista para abril do próximo ano, já que o projeto de lei para colocar a medida em vigor ainda não foi aprovado pelo Parlamento, afirmaram.

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