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Taxas dos DIs voltam a ceder sob influência de Treasuries e dados do varejo

16 jun 2026 - 10h00
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As taxas ‌dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) voltaram a ceder nesta terça-feira, sob influência do recuo dos rendimentos dos Treasuries no exterior e dos dados do varejo brasileiro em abril, piores que o esperado.

Após caírem nas quatro sessões anteriores, às 9h43 a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,265%, ⁠em baixa de 9 pontos-base ante o ajuste de 14,355% da sessão ‌anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,12%, com recuo de 9 ‌pontos-base ante o ajuste de 14,205%.

No exterior ‌os rendimentos dos Treasuries exibem perdas em mais uma sessão de ⁠queda para o petróleo Brent, que se reaproximou dos US$80 o barril na esteira do acordo preliminar entre EUA e Irã.

Este movimento favorece a queda da curva a termo no Brasil, assim como os números do varejo divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas varejistas ‌caíram 1,5% em abril ante março e subiram 1,0% em relação a ‌abril do ano passado.

Ambos ⁠os resultados foram ⁠piores que as projeções de economistas ouvidos pela Reuters, de baixa de 0,60% na ⁠margem e de alta de 1,95% ‌na comparação anual.

O resultado ‌do varejo reforça, em tese, leitura de que o Banco Central pode ter espaço para cortar a taxa básica Selic mais uma ou duas vezes no curto prazo. Nas sessões mais recentes, em meio ⁠à queda do petróleo e ao avanço das negociações entre EUA e Irã, os investidores no Brasil já vinham reforçando as apostas em reduções da Selic, hoje em 14,50% ao ano.

Na última sexta-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções ‌de Copom negociadas na B3 indicava 68,75% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic na próxima quarta-feira, contra 32% de probabilidade de ⁠manutenção da taxa básica em 14,50%. Na quinta-feira, os percentuais eram de 49,05% e 44%, respectivamente.

Para o encontro seguinte do Copom, em agosto, a precificação de sexta indica 68,75% de probabilidade de corte de 25 pontos-base, contra 32% de chance de manutenção. Na quinta, eram 27% e 70%, nesta ordem.

Além da decisão do Banco Central sobre a Selic na quarta-feira, investidores estarão atentos à decisão do Federal Reserve sobre juros na tarde do mesmo dia. Mais do que isso, as atenções estarão voltadas para a primeira entrevista coletiva do novo chair do Fed, Kevin Warsh.

Às 9h43, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 4,441%.

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