Taxas dos DIs têm baixas firmes após Trump indicar que fim da guerra está próximo
As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) iniciaram a terça-feira com baixas firmes, próximas de 15 pontos-base em vários vencimentos, com investidores dando continuidade a movimento de redução de prêmios na curva após o presidente dos EUA, Donald Trump, ter afirmado na véspera que a guerra no Oriente Médio terminará em breve.
Às 9h27, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,105%, em baixa de 16 pontos-base ante 13,266% do ajuste da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,69%, com recuo de 14 pontos-base ante 13,83%.
Na tarde de segunda-feira, declarações de Trump de que a guerra dos EUA e de Israel com o Irã estaria praticamente concluída já haviam enfraquecido as taxas futuras no Brasil, em meio à queda do dólar ante o real.
Trump disse na véspera a parlamentares republicanos que a guerra "será concluída muito rapidamente" e, em entrevista à Fox News, que é possível que ele esteja disposto a conversar com o Irã.
Nesta manhã de terça-feira, as taxas dos DIs dão continuidade ao movimento visto na véspera, em uma sessão que também é até o momento de alívio para o petróleo, que se reaproximou dos US$90 o barril.
A queda do petróleo, que na véspera esteve perto dos US$120, diminui preocupações quanto aos efeitos inflacionários da guerra ao redor do mundo -- incluindo no Brasil.
Ainda assim, os investidores seguem divididos sobre o que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central fará com a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano.
Na B3, as opções de Copom precificavam na sexta-feira -- dado mais recente -- 50,91% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da Selic este mês, 33,00% de chance de redução de 25 pontos-base e 14,50% de possibilidade de manutenção. Em 27 de fevereiro, antes da guerra, os percentuais eram de 77,50% para corte de 50 pontos-base, 20,04% para redução de 25 pontos-base e zero para manutenção.
No exterior, às 9h27 o rendimento do Treasury de dois anos -- que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo -- tinha queda de 2 pontos-base, a 3,569%. Já o retorno do título de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- mostrava estabilidade, a 4,132%.