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Taxas dos DIs se reaproximam da estabilidade com eleição no Brasil e exterior no foco

2 out 2026 - 10h54
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Resumo
As taxas dos DIs operam perto da estabilidade na última sessão antes do primeiro turno, após caírem com dados fracos da produção industrial nacional e do payroll nos EUA, que derrubou os Treasuries. O alívio inicial perdeu força com a cautela eleitoral diante da pesquisa Datafolha, que mostrou avanço de Lula sobre Flávio Bolsonaro, e do cancelamento do debate da Globo. O mercado vê a liderança petista com desconfiança fiscal, o que pressionou a curva de juros para cima e anulou as quedas do dia.

Após exibirem baixas ‌mais cedo, as taxas dos DIs se reaproximaram da estabilidade nesta manhã de sexta-feira, última sessão antes do primeiro turno eleitoral no país, enquanto os rendimentos dos Treasuries recuavam.

A nova pesquisa do Datafolha e o cancelamento do debate presidencial na TV Globo, na véspera, permeavam os negócios.

Às 10h41, a taxa do DI (Depósito ⁠Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 13,585%, em alta de 2 pontos-base ‌ante o ajuste de 13,565% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em ‌14,125%, com alta de 1 ponto-base ante 14,112%.

As ‌taxas iniciaram a sessão no território negativo, após o Instituto Brasileiro de ⁠Geografia e Estatística (IBGE) informar que a produção industrial caiu 0,6% em agosto ante o mês anterior e cedeu 1,2% ante agosto de 2025. Os resultados frustraram as projeções dos economistas em pesquisa da Reuters, de altas de 0,1% no mês e 0,4% no ano.

O movimento de queda foi reforçado pelos números do ‌relatório de empregos payroll. Os EUA informaram que foram criados 29 mil postos ‌de trabalho no país em ⁠setembro, bem menos ⁠que os 90 mil projetados por economistas em pesquisa da Reuters. Já a taxa de ⁠desemprego ficou em 4,2%, ante projeção ‌de 4,1%.

Em reação aos números, ‌os rendimentos dos Treasuries despencaram, o que também pesou sobre a curva brasileira.

No entanto, as taxas dos DIs se recuperaram na sequência e se reaproximaram da estabilidade, com os investidores se posicionando antes do primeiro turno ⁠das eleições, no domingo.

O Datafolha informou na noite de quinta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em eventual segundo turno, contra 45% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

Os dois seguem tecnicamente empatados, já que a margem de erro é ‌de dois pontos percentuais, mas Lula aumentou sua vantagem numérica para 3 pontos. No levantamento anterior, o presidente tinha 47% e o senador somava 45%.

No ⁠cenário de primeiro turno, conforme o Datafolha, Lula tem 42% e Flávio soma 38%. Na terceira colocação está Augusto Cury (Avante), com 4%.

Flávio desistiu na noite de quinta-feira de ir ao debate da TV Globo, que já não contaria com a presença de Lula. Na sequência, a própria emissora cancelou o debate.

No mercado, Lula é visto com desconfiança por boa parte dos agentes, que enxergam sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. Assim, notícias não tão favoráveis a Flávio -- como a vantagem numérica de Lula no Datafolha -- tendem a trazer um viés de alta para a curva de juros.

Às 10h41, o rendimento do Treasury de dez anos --referência global para decisões de investimento-- caía 3 pontos-base, a 5,201%.

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