Encomendas à indústria dos EUA têm leve alta em agosto
As encomendas à indústria dos EUA subiram 0,1% em agosto e 6,8% no comparativo anual, impulsionadas pela infraestrutura de inteligência artificial e pela demanda por equipamentos elétricos (+1,1%) e maquinário (+1,1%). O avanço foi moderado pela queda de 4,3% no setor aeroespacial civil. Apesar da sustentação trazida pela IA e pela reposição de estoques, o setor teme impactos de tensões geopolíticas que pressionam os preços da energia e afetam as cadeias de suprimentos globais.
As novas encomendas à indústria dos Estados Unidos registraram leve alta em agosto uma vez que a demanda forte por equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes foi compensada pela queda nas encomendas de aeronaves comerciais.
As encomendas à indústria subiram 0,1% após um salto de 0,8% em julho em dado revisado para baixo, informou nesta sexta-feira o Census Bureau do Departamento de Comércio. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,1% nas encomendas, após aumento de 0,9% em julho divulgado anteriormente.
As encomendas aumentaram 6,8% em agosto em relação ao mesmo mês do ano anterior.
A expansão da infraestrutura de IA está sustentando o setor manufatureiro, assim como as empresas que estão reabastecendo seus estoques para atender à demanda doméstica. Há, no entanto, preocupações de que segmentos não relacionados ao boom de gastos com IA possam enfrentar dificuldades nos próximos meses em meio aos obstáculos decorrentes da guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que atrapalhou as cadeias de oferta e elevou os preços da energia.
Os pedidos às fábricas em agosto foram prejudicados por uma queda de 4,3% nas encomendas de aeronaves civis e peças. Os pedidos de carrocerias, peças e reboques de veículos motorizados aumentaram 0,8%. Os pedidos de maquinário dispararam 1,1%. Os pedidos de computadores e produtos eletrônicos permaneceram inalterados, mas registraram alta de 14,7% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os pedidos de equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes subiram 1,1%.
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