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Taxas dos DIs caem sob influência da ata do Copom e do exterior

5 mai 2026 - 10h03
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As taxas dos ‌DIs (Depósitos Interfinanceiros) operam em baixa nesta terça-feira após a divulgação da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, com investidores atentos ainda aos atritos entre Irã e EUA no Estreito de Ormuz.

Às 9h50, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13,9%, em ⁠baixa de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,966% da sessão anterior. ‌Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,885%, com queda de 2 pontos-base ante 13,905%.

O movimento dos ‌DIs está em sintonia com o dos Treasuries. ‌No mesmo horário, o rendimento do título de dez anos -- referência ⁠global para decisões de investimento -- cedia 3 pontos-base, a 4,418%.

Na ata divulgada mais cedo, o BC avaliou que a demora na resolução do conflito no Oriente Médio aumenta a chance de impactos duradouros na economia global. Para o BC, a duração da guerra até o momento pode ter sido suficiente ‌para materializar alguns riscos, "sendo o mais evidente a desancoragem adicional das expectativas de ‌inflação para horizontes mais ⁠longos, em particular ⁠para o ano de 2028".

No boletim Focus divulgado na segunda-feira, a mediana das projeções dos ⁠economistas do mercado para a inflação ‌em 2028 estava em 3,64% -- ‌acima dos 3,60% de um mês antes e dos 3% da meta perseguida pelo BC.

Na semana passada, o Copom cortou a Selic em 25 pontos-base, para 14,50% ao ano, mas pregou cautela quanto ao ⁠futuro em função das incertezas sobre a guerra e seus efeitos inflacionários. Antes mesmo da decisão, membros do Copom vinham demonstrando insatisfação com os avanços das expectativas de inflação, em especial para 2028.

Apesar do tom cauteloso do comunicado do BC, as taxas dos ‌DIs exibem perdas nesta manhã, após os ganhos firmes da véspera.

"Com petróleo mais alto por mais tempo e expectativas de inflação com alguma elevação ⁠no longo prazo, o mercado já ajustou para um corte esperado na Selic, em ritmo mais moderado, e taxa terminal mais elevada", avaliou Rafaela Vitoria, economista-chefe do Inter, em comentário escrito. "Portanto, a ata não traz surpresa."

A queda das taxas futuras no Brasil nesta terça-feira é corroborada ainda pelo exterior, onde os rendimentos dos Treasuries também caem. No foco dos investidores está novamente a disputa pelo Estreito de Ormuz.

Os EUA disseram na segunda-feira que destruíram seis pequenos barcos iranianos, bem como mísseis de cruzeiro e drones. Na outra ponta, vários navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios, e um porto de petróleo nos Emirados Árabes Unidos, que abriga uma base militar norte-americana, foi incendiado por mísseis do Irã.

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