Escalada no Oriente Médio pressiona mercados e reacende temor inflacionário
Após semanas de trégua, o risco de um conflito prolongado voltou ao radar
A escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico voltou a abalar os mercados globais e colocou em xeque a trégua observada nas últimas semanas. Os ataques no Estreito de Ormuz marcam o episódio mais grave desde o cessar-fogo e ampliam o risco de um conflito mais prolongado na região.
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), iniciou maio em queda de 0,92%, aos 185.600,12 pontos, impactado pelo aumento das tensões no Oriente Médio, que refletiu como aversão ao risco no mercado financeiro.
Entre os destaques da sessão, as ações da Petrobras tiveram desempenho misto (-0,80% ON e +0,53% PN), enquanto a Vale exerceu maior pressão sobre o índice, com queda de 3,1%. As perdas se estenderam ao setor financeiro, com destaque para as ações preferenciais do Bradesco (BBDC4), que cederam 2,12%.
No câmbio, o dólar fechou em leve alta de 0,3% frente ao real, cotado a R$ 5,97, em reação ao aumento da percepção de risco após relatos de ataques iranianos às instalações petrolíferas dos Emirados Árabes Unidos.
No cenário internacional, a escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã no Golfo Pérsico voltou a abalar os mercados globais e colocou em xeque a trégua observada nas últimas semanas. Os ataques no Estreito de Ormuz marcam o episódio mais grave desde o cessar-fogo e ampliam o risco de um conflito mais prolongado na região.
Como resposta imediata, o Brent voltou a se aproximar dos US$ 115, refletindo o prêmio de risco geopolítico e a possibilidade de choques prolongados na oferta. Nesta terça-feira (5), os preços dos contratos futuros recuam após forte alta registrada na véspera, apesar do cenário volátil.
Nesta terça-feira (5), o mercado brasileiro repercute a ata da 278ª reunião do Copom, que evidencia a crescente preocupação com o ambiente externo. O Banco Central reafirmou que a redução da Selic para 14,5% é compatível com a estratégia de convergência da inflação à meta, mas destacou a necessidade de serenidade e cautela diante do aumento expressivo das incertezas, especialmente ligadas ao choque de energia.
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