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Taxas dos DIs caem após ata do Copom e entrevista de Haddad

3 fev 2026 - 09h57
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As taxas dos DIs iniciaram a terça-feira em baixa ante os ajustes da véspera, com investidores avaliando a ata do último encontro do Copom e comentários do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em entrevista.

O recuo no Brasil contrasta com o exterior, onde os rendimentos dos ‌Treasuries sustentam altas leves neste início de sessão.

Às 9h44, a taxa dos Depósitos Interfinanceiros (DI) para janeiro de 2028 estava em 12,685%, em baixa de ‌3 pontos-base ante o ajuste de 12,718% da sessão anterior. A taxa para janeiro de 2035 marcava 13,355%, com recuo de 6 pontos-base ante o ajuste de 13,417%. O rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 1 ponto-base, a 4,284%.

Na ata, divulgada antes da abertura do mercado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central defendeu que a magnitude e a duração do ciclo de ‍cortes da Selic serão determinadas ao longo do tempo, à medida que novas informações forem incorporadas às análises.

"Essa decisão é compatível com o cenário atual, no qual sinais mistos sobre o ritmo de desaceleração da atividade econômica e seus efeitos sobre o nível de preços ainda dificultam a identificação de tendências claras", disse o BC, reafirmando o compromisso com a meta de inflação ‌de 3%.

Na semana passada, o Copom manteve a Selic em 15% ao ano, indicando a intenção de ‌iniciar o ciclo de cortes em março. Entre os investidores, a principal dúvida é se o primeiro corte será de 25 ou de 50 pontos-base.

Na B3, as opções de Copom precificavam na última sexta-feira -- dado mais recente -- 50,00% de probabilidade de corte de 50 pontos-base da taxa básica em março, 34,00% de chance de redução de 25 pontos e 7,00% de possibilidade de redução de 75 pontos-base.

Em entrevista à BandNews nesta manhã, Haddad afirmou que levou à consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva os nomes dos economistas Guilherme Mello e Tiago Cavalcanti para assumirem as duas diretorias vagas do Banco Central -- a de Política Econômica e a de Organização do Sistema Financeiro e Resolução.

O nome de Mello, atual secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, já vinha circulando nos últimos dias. Na segunda-feira, a possibilidade de o economista ocupar a Diretoria de Política Econômica se traduziu na alta das taxas dos DIs.

O nome de Mello -- um economista heterodoxo com graduação e mestrado pela PUC-SP e doutorado pela Unicamp -- desagrada o mercado, que vê risco de uma guinada "dovish" (suave na política monetária) no BC.

Já Cavalcanti, que é membro do Trinity College da Universidade de Cambridge e professor da Fundação Getulio Vargas (FGV), foi sugerido para a Diretoria de Organização do Sistema Financeiro.

"Eu imaginei, pelas conversas que tive com essas duas figuras, que eles poderiam ser nomes a serem apreciados pelo presidente do Banco Central e o presidente Lula. Tem três meses que isso foi feito, de lá para cá ‌não voltamos a conversar", disse Haddad na entrevista. Segundo ele, Lula não fez nenhum convite até o momento.

Enquanto as taxas dos DIs caem, no exterior os rendimentos dos Treasuries oscilavam com altas leves nesta manhã, com investidores atentos aos desdobramentos da paralisação parcial do governo norte-americano.

O Escritório de Estatísticas do Trabalho informou na segunda-feira que o relatório de emprego payroll de janeiro não será divulgado na sexta-feira devido à paralisação.

(Edição de Pedro Fonseca)

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