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Taxas de juros curtas caem com dados do varejo no foco, longas sobem sob influência do exterior

15 abr 2026 - 16h48
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As taxas dos DIs ‌de curto prazo fecharam a quarta-feira com leves quedas, após dados mostrarem um crescimento abaixo do esperado das vendas do varejo brasileiro, enquanto as taxas de longo prazo subiram, em sintonia com o avanço dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio às movimentações para que Estados Unidos e Irã retomem as negociações de paz. 

No ⁠fim da tarde, a taxa do Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2028 estava em ‌13,345%, com baixa de 4 pontos-base ante o ajuste de 13,382% da véspera. Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava ‌em 13,485%, com elevação de 4 pontos-base ante ‌o ajuste de 13,444%. 

No início da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia ⁠e Estatística (IBGE) informou que as vendas no varejo subiram 0,6% em fevereiro ante o mês anterior, acelerando em relação ao avanço de 0,4% em janeiro. O resultado, porém, ficou abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters com economistas, de ganho de 1,0%. 

"Os dados vieram abaixo do esperado, jogando o viés da atividade para baixo", comentou Lais ‌Costa, analista da Empiricus Research, chamando a atenção para o fato de o resultado ‌ter colocado as taxas de ⁠DI curtos próximas ⁠da estabilidade pela manhã. 

"Os números que saíram recentemente confirmam que a atividade não está tão forte ⁠quanto as projeções de mercado estão esperando. ‌Isso garante um conforto para ‌o Banco Central voltar a cortar a Selic", disse, acrescentando que um corte de 25 pontos-base este mês segue dominando as apostas no mercado. Atualmente a Selic está em 14,75% ao ano.  

Durante a tarde desta quarta, a curva precificava ⁠cerca de 80% de probabilidade de redução de 25 pontos-base da Selic no fim de abril, contra 20% de chance de corte de 50 pontos-base. 

A cautela do mercado em relação à política monetária é justificada em grande parte pela guerra no Oriente Médio, que mantém fechado o ‌tráfego de petroleiros pelo Estreito de Ormuz. 

Nesta quarta-feira, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que a guerra com o Irã pode terminar em breve, sinalizando uma ⁠retomada das negociações nos próximos dias. Conforme o site Axios, os dois países fizeram progressos na terça-feira e estão se aproximando de um acordo-quadro para encerrar a guerra.    

Porém, sem notícias mais palpáveis sobre um possível acordo, os rendimentos dos Treasuries avançaram no exterior, revertendo parte das perdas recentes, dando suporte ao avanço das taxas longas no Brasil. 

No noticiário local, destaque ainda para a pesquisa Genial/Quaest sobre a eleição presidencial de outubro. No primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem 37% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) soma 32%. Bem mais atrás aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%, e Romeu Zema (Novo), com 3%, entre outros candidatos. No segundo turno, Flávio tem 42% e Lula soma 40%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

(Edição de Pedro Fonseca)

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