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Taxa de desemprego cai a 5,3% no tri até julho e Brasil tem recorde de pessoas ocupadas

27 ago 2026 - 09h05
(atualizado às 09h28)
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Resumo
A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,3% no trimestre encerrado em julho, com a população ocupada atingindo o recorde histórico de 103,3 milhões de pessoas, segundo o IBGE. O número de trabalhadores com carteira assinada também foi recorde, somando 39,4 milhões, enquanto o total de desempregados recuou para 5,8 milhões. Apesar do mercado de trabalho aquecido pressionar a inflação e desafiar a política de juros do Banco Central, o rendimento médio mensal teve leve queda de 0,7%, ficando em R$ 3.762.

A taxa de desemprego no Brasil atingiu 5,3% nos três meses até julho, com queda no número de pessoas sem emprego e recorde de população ocupada, mostrando que o mercado de trabalho segue resiliente.

O dado, divulgado ⁠nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa queda ‌ante a taxa de 5,8% registrada nos três meses imediatamente anteriores, até abril.

No mesmo período do ano anterior a ‌taxa de desemprego foi de 5,6%. ‌O resultado ficou em linha com a expectativa em ⁠pesquisa da Reuters.

Para analistas, a taxa de desemprego no Brasil deve permanecer em níveis historicamente baixos mesmo com uma esperada desaceleração da economia no segundo semestre, sem sinais de deterioração mais intensa no mercado de trabalho.

Esse cenário, somado à renda em ‌níveis altos, traz no entanto preocupações quanto à inflação, bem ‌como os estímulos fiscais ⁠e de ⁠crédito do governo. Isso dificulta o controle do aumento de preços por ⁠parte do Banco Central, que ‌no início do mês ‌cortou a taxa básica de juros Selic em 0,25 ponto percentual, a 14,00% ao ano, e deixou os próximos passos em aberto.

Nos três meses até julho houve queda ⁠de 8,0% no número de desempregados na comparação com os três meses imediatamente anteriores, chegando a 5,819 milhões, o que representa ainda recuo de 4,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

O período ‌foi marcado ainda por alta de 1,0% no total de ocupados na comparação trimestral e de 0,9% na base anual, ⁠atingindo 103,335 milhões, maior nível da série histórica.

O total de trabalhadores com carteira assinada no setor privado também foi o maior da série histórica, 39,428 milhões, com alta de 0,4% sobre o trimestre até abril e de 0,8% ante o mesmo período do ano anterior.

Os que não tinham carteira subiram 3,6% nos três meses até julho ante o trimestre imediatamente anterior e 2,1% sobre o ano anterior, a 13,753 milhões.

No entanto, a renda média mensal caiu a R$3.762 no trimestre até julho, contra R$3.786 nos três meses até abril, um recuo de 0,7%.

(Edição de Isabel Versiani)

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