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Confiança da indústria do Brasil tem em agosto maior queda em um ano, diz FGV

27 ago 2026 - 08h25
(atualizado em 28/8/2026 às 06h47)
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Resumo
A confiança da indústria brasileira teve em agosto a maior queda em um ano, recuando 3,5 pontos para 93,7 pontos, segundo a FGV. O resultado foi motivado pelo arrefecimento da demanda, acúmulo de estoques e impactos dos juros altos e da inflação. O Índice de Situação Atual caiu 5,0 pontos (94,9) e o de Expectativas recuou 2,0 pontos (92,6), evidenciando a piora na percepção do momento presente e o temor de desaceleração da atividade econômica e incertezas eleitorais no futuro.

A ‌confiança da indústria no Brasil registrou em agosto a maior queda em um ano diante do arrefecimento da demanda e novo acúmulo de estoques, informou ⁠a Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira.

O Índice ‌de Confiança da Indústria (ICI) caiu 3,5 pontos em agosto na comparação ‌com o mês anterior, ‌para 93,7 pontos de acordo ⁠com os dados da FGV.

"Setores relacionados a bens de capital e de consumo duráveis mantêm alguma resiliência devido a políticas setoriais, mas seguem sensíveis à ‌política monetária", disse Stéfano Pacini, economista do ‌FGV IBRE

O ⁠Índice de ⁠Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários ⁠sobre ‌o momento presente do ‌setor industrial, teve queda de 5,0 pontos e foi a 94,9 pontos, menor patamar desde dezembro de ⁠2025, segundo a FGV.

O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, recuou 2,0 pontos, para 92,6 pontos, registrando ‌o menor nível desde novembro de 2025.

"Em relação ao futuro, o resultado ⁠reflete uma perspectiva geral de desaceleração da atividade econômica e possíveis aumentos da incerteza com a intensificação dos debates sobre as eleições. Apesar da estabilidade do mercado de trabalho e das políticas de estímulo setoriais, o cenário macro segue dividido, com juros elevados e pressão inflacionária, fatores determinantes para uma desaceleração da confiança", explicou Pacini.

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