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Anglo American ameaça fechar unidade de níquel no Brasil caso UE bloqueie a venda para MMG

7 out 2026 - 16h35
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Resumo
A Anglo American alertou que fechará sua unidade de níquel no Brasil se a União Europeia vetar a venda de US$ 500 milhões para a MMG. Reguladores da UE temem desabastecimento de produtores europeus de aço inoxidável devido a laços da compradora com a China. Contudo, executivos da mineradora afirmam que a MMG é a única compradora viável e que o bloqueio forçará a desativação da operação, defendendo a aprovação do negócio como a única alternativa para evitar o encerramento das atividades.

A Anglo American ‌provavelmente encerrará suas operações de níquel no Brasil caso os órgãos de defesas da concorrência da União Europeia bloqueiem a venda da unidade para a MMG, empresa de mineração e metais listada na bolsa de Hong Kong.

Essa será a advertência que seu diretor de operações fará aos ⁠reguladores em uma audiência a portas fechadas na quinta-feira, de acordo com ‌comentários preparados obtidos pela Reuters.

O diretor de operações da Anglo American Brasil, Ruben Fernandes, e Cristina Morgan, diretora financeira da empresa no Brasil, ‌tentarão convencer a Comissão Europeia de que ‌o negócio de US$500 milhões com a MMG não prejudicará os ⁠produtores europeus de aço inoxidável.

A comissão, que é o órgão antitruste da UE, havia alertado no mês passado que a MMG poderia desviar o fornecimento da Europa, prejudicando seus produtores de aço inoxidável. O caso surge em meio a preocupações da UE com a dependência do bloco ‌em relação à China no que diz respeito a minerais críticos.

"A prolongada ‌análise regulatória já causou ⁠considerável incerteza localmente, ⁠mas as consequências de a Comissão Europeia proibir a venda do negócio seriam muito ⁠preocupantes", dirá Fernandes aos reguladores, de ‌acordo com declarações vistas ‌pela Reuters.

"Reconhecendo que a MMG é o único comprador confiável que identificamos e, dado nosso compromisso de sair do negócio de níquel há mais de dois anos, teremos poucas opções a não ser ⁠seguir o caminho da 'manutenção e conservação' como caminho para o fechamento, caso a Comissão proíba a venda à MMG", afirmará ele.

De acordo com o texto preparado, ele dirá aos reguladores que é possível encontrar uma solução prática que atenda às preocupações ‌da UE.

Morgan destacará as credenciais da MMG como compradora confiável, que continuará atendendo aos clientes na Europa.

"O processo de seleção analisou minuciosamente as ⁠capacidades operacionais do potencial licitante e seu histórico de atuação responsável, a capacidade de desenvolver projetos futuros e as intenções em relação aos nossos funcionários, o valor justo, bem como a capacidade de financiar a aquisição", ela dirá ao órgão regulador da UE.

"A MMG é membro do ICMM, como nós, é bem conhecida por nós e possui esse histórico de ser uma operadora responsável e de oferecer valor concreto para o investimento", dirá ela, referindo-se ao órgão setorial Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM).

O gerente geral executivo de relações corporativas da MMG, Troy Hey, também estará presente na audiência para defender os méritos do negócio perante altos funcionários e advogados da Comissão.

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