Tarifaço no Brasil começa em dia de acontecimento histórico nos EUA; entenda
O decreto assinado na quarta-feira, 30, postergou o início do tarifaço para 6 de agosto
Trump adia tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros para 6 de agosto, coincidindo com o Dia de Hiroshima, em resposta a ações do governo brasileiro consideradas por ele como ameaças à segurança e economia dos EUA.
Com o decreto assinado na quarta-feira, 30, pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o tarifaço de 50% passará a valer a partir do dia 6 de agosto, um pouco depois do anunciado anteriormente pelo republicano. A data coincide com um acontecimento histórico que também envolve os EUA: o lançamento da primeira bomba atômica sobre a cidade de Hiroshima, no Japão.
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Em 6 de agosto de 1945, a bomba chamada de Little Boy devastou toda a cidade e deixou 70 mil mortos, além das milhares de vítimas que foram deixadas com sequelas por causa da bomba atômica. A data costuma ser lembrada anualmente por entidades de direitos humanos e pela mídia, passando a ser lembrada como o Dia de Hiroshima.
Três dias depois, em 9 de agosto, os EUA lançaram a segunda bomba atômica da história do planeta. Desta vez, o artefato atingiu a cidade de Nagasaki, também no Japão. Instantaneamente, 40 mil pessoas morreram. Segundo historiadores, essa bomba foi jogada porque o governo japonês se recusou a assinar uma rendição na 2ª Guerra Mundial. O Japão acabou se rendendo em 2 de setembro de 1945, dando fim à guerra.
Tarifaço inicia dia 6 de agosto
Anteriormente, o presidente Donald Trump havia dito que o tarifaço teria início a partir de 1º de agosto. Mas, no decreto assinado na quarta, ele decidiu que a medida valeria a partir de sete dias após a publicação do documento, neste caso, 6 de agosto.
Os produtos brasileiros serão taxados em 50% ao chegar nos EUA, mas há uma lista com 694 exceções.
De acordo com o documento, as tarifas são para lidar com políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que constituem uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia do país norte-americano.
“A Ordem declara uma nova emergência nacional usando a autoridade do Presidente sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA) e estabelece uma tarifa adicional de 40% para lidar com as políticas e ações incomuns e extraordinárias do Governo do Brasil que prejudicam empresas dos EUA, os direitos de liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, a política externa dos EUA e a economia dos EUA”, diz a Casa Branca.

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