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FMI prevê Brasil na rabeira do mundo emergente

Gestão deficiente das contas públicas e escassez de planos e projetos têm prejudicado o investimento governamental

17 abr 2026 - 13h57
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O Brasil deve crescer 1,9% neste ano, 2% no próximo e continuar nesse ritmo nos anos seguintes, com pequenas oscilações, segundo projeção divulgada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). No ano passado, o avanço foi de 2,3%, em mais uma das pequenas variações observadas na última década. Como tem sido frequente, o crescimento brasileiro ficará abaixo da média das economias emergentes e em desenvolvimento, preparadas para crescer, segundo os técnicos do Fundo, 3,9% em 2026 e 4,2% em 2027.

A expansão desse conjunto de economias será liderada, como tem sido normal neste século, pela China e pela Índia. O crescimento chinês está projetado em 4,4% neste ano e em 4% no seguinte. Para a Índia, está estimada, em cada um desses períodos, a taxa de 6,5%. Para a América Latina e o Caribe, são calculados avanços de 2,3% e 2,7% nesses dois anos. Para a África Subsaariana, os cálculos indicam avanços de 4,3% e 4,4%.

O Brasil deve crescer 1,9% neste ano, segundo o FMI
O Brasil deve crescer 1,9% neste ano, segundo o FMI
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

Os países avançados crescerão 1,8% em 2026 e 1,7% em 2027, segundo as projeções do FMI. Os Estados Unidos deverão estar na liderança, com taxas de 2,3% e 2,1% no biênio. Para a zona do euro, são calculados avanços de 1,1% e 1,2% nesses anos. A Espanha deverá ficar acima da média regional, crescendo neste ano 2,1% e 1,8% no próximo.

A expansão econômica do Brasil continuará limitada pelo baixo investimento produtivo, próximo de 18% do Produto Interno Bruto (PIB) e frequentemente inferior a essa taxa. Na economia brasileira, os valores investidos em meios de produção raramente superam esse padrão. Em outras economias emergentes e em desenvolvimento têm sido registradas, com frequência, taxas iguais e até superiores a 20%.

A gestão deficiente das contas públicas e a escassez de planos e projetos têm prejudicado o investimento governamental. Na área privada, juros muito altos e insegurança econômica têm dificultado a aplicação de recursos em finalidades produtivas. Imobilizar capitais em instalações, máquinas e equipamentos é bem mais fácil quando são melhores as condições de previsibilidade e de segurança econômica.

Estadão
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