Renegociação de dívidas: Programa está pronto para ser anunciado na volta de Lula, diz Durigan
O ministro diz, em Washington, que a ideia 'é mobilizar a garantia de modo que os próprios bancos consigam dar um desconto e depois refinanciem a um juros mais barato uma dívida diminuída'
NOVA YORK E BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse, nesta sexta-feira, 17, que o programa de renegociação de dívidas elaborado pelo governo está pronto para ser lançado assim que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva retornar ao Brasil. O petista está na Espanha, onde participa de reuniões com o governo do país.
"A gente não vai ter gasto primário nesse programa", disse Durigan, durante entrevista coletiva em Washington, às margens das reuniões de Primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI).
"O que a gente vai fazer é mobilizar a garantia de modo que os próprios bancos consigam dar um desconto e depois refinanciem a um juros mais barato uma dívida diminuída", afirmou o ministro.
Como mostrou o Estadão/Broadcast, o governo deve oferecer recursos do Fundo Garantidor de Operações (FGO) como garantia para viabilizar descontos maiores nas dívidas.
A ideia é que esses deságios sejam oferecidos para pessoas com renda de até cinco salários mínimos, contemplando dívidas com mais de 60 ou de 90 dias.
Segundo o ministro da Fazenda, a ideia é que o programa permita que as pessoas migrem de dívidas mais caras — rotativo do cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal sem consignação — para linhas com juros menores, com algum tipo de garantia.
Durigan relatou que o governo está trabalhando em modelos de renegociação para famílias, trabalhadores informais e pequenas empresas. Segundo o ministro, essas ações podem ser anunciadas separadamente.
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