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Tanure avança para proposta de compra da Braskem, mas falta levar plano aos bancos

Fundo de Nelson Tanure solicitou autorização ao Cade para 'potencial transação', e uma possibilidade é se tornar titular indireto de participações societárias; empresário não comentou

7 jul 2025 - 19h18
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O empresário Nelson Tanure tem dado passos em direção a uma proposta firme pela Braskem, mas o avanço das negociações com os bancos para se chegar a um valor pelas ações da Novonor que foram dadas em garantia das dívidas ainda não está claro.

Depois de contratar o escritório Rothschild para negociar com esses credores da Novonor, o empresário ainda fechou com a consultoria Aecom para avaliação mais precisa da situação da Braskem em Maceió e traçar soluções.

Nesta segunda-feira, a Braskem informou que a Petroquímica Verde Fundo de Investimento em Participações - veículo de investimentos detido pelo empresário Nelson Tanure - notificou o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), solicitando a autorização para uma "potencial transação".

Fundo de Nelson Tanure solicitou autorização ao Cade para ‘potencial transação’ com a Braskem
Fundo de Nelson Tanure solicitou autorização ao Cade para ‘potencial transação’ com a Braskem
Foto: Daniel Teixeira/Estadão / Estadão

Do lado dos bancos, o Estadão/Broadcast apurou que ainda não foi apresentada uma proposta. Ainda assim, fontes próximas ao empresário dão a entender que as conversas avançam de alguma maneira.

Tanure está correndo em paralelo, acrescentou uma das fontes, e inclusive conduzindo as diligências. A solicitação ao Cade teria por finalidade estruturar mais assertivamente o formato de uma proposta para se tornar titular indireto de participações societárias que representam o controle da Braskem. Procurado, o empresário não comentou.

Os problemas da Braskem em consequência do acidente geológico causado por suas operações de sal-gema em Maceió, capital de Alagoas, ganharam novo capítulo na Holanda e aumentaram os riscos desse litígio, que tem sido tratado como imponderável por vários dos interessados em comprar a participação da Novonor (ex-Odebrecht) na petroquímica.

Na semana passada, o escritório de advocacia holandês Lemstra Van der Korst (LVDK), em parceria com o britânico Pogust Goodhead, entrou com recurso contra a companhia, buscando agora responsabilizar as subsidiárias da Braskem na Europa pelos prejuízos causados a moradores pelo afundamento de bairros em Maceió.

No momento, não é possível prever o valor final da causa, mas considerando as nove pessoas que estão atualmente no processo, ambos os escritórios estimam preliminarmente algo como R$ 715 milhões.

"A ação judicial na Holanda faz parte do imbróglio de Alagoas, com grande risco de sucessão para os acionistas", afirma uma fonte que participa das atuais negociações de aquisição da fatia controladora da Novonor pelo empresário Nelson Tanure.

Estadão
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