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Startup cria rede para conciliar maternidade e carreira

Grupo destaca a importância de um ambiente acolhedor neste período.

5 mai 2022 04h00
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Foto: Adobe Stock

Equilibrar maternidade com a carreira é uma tarefa árdua e que pode se tornar motivo de preocupação para inúmeras mães e gestantes. Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta que 50% das trabalhadoras que tiram licença maternidade são demitidas em aproximadamente 24 meses. Esse dado se deve muito por conta do alto número de empresas que não são flexíveis quanto às questões maternas, e acabam por exigir alta performance de suas profissionais.

Realidade essa vivenciada por Lorena Norma, que trabalhava no setor comercial de hotelaria quando se tornou mãe da pequena Heloísa há seis anos. Ela conta que quando tirou a licença maternidade, não dava mais para realizar as viagens rotineiras proeminentes de seu cargo. “A relação ficou meio estremecida, porque eu comecei a recusar (as viagens), e eu fiquei meio sem lugar”, afirma.

Para piorar a situação, após completar um ano de idade, Heloísa teve pneumonia, o que exigiu atenção ainda maior da mãe, e foi nesse período que Lorena decidiu que deixaria a empresa. 

“Minha gerente me questionou o por quê de eu não assistir minhas reuniões no hospital. Eles já iriam me mandar embora, então foi em comum acordo”, conta a profissional que decidiu tirar quatro anos sabáticos para se dedicar à filha após esse acontecimento.

Foi nas tentativas de retornar ao mercado que Lorena se viu diante da dificuldade de ser contratada. Ela conta que nas entrevistas, era comum ouvir perguntas como se haviam pessoas disponíveis para cuidar da criança. “Eu sentia como se não servisse mais para nada, apenas para ser mãe”. Hoje, a mãe da Heloísa é assistente administrativo na eNotas, única solução tecnológica do mercado que automatiza 100% do fluxo de emissão de NF-e em qualquer cidade do Brasil, e que busca promover um ambiente de acolhimento e valorização de todos os seus colaboradores. 

Atualmente, a startup tem em seu quadro de colaboradores 11 mães e três gestantes. Daniella Doyle, head de marketing, foi a primeira mãe da equipe e conta que se sentiu muito acolhida e ajudou a trazer pautas para seus superiores que abordassem os benefícios e outras questões envolvendo a maternidade.

Por mais que muitos gestores tranquilizem as funcionárias que vão lidar com a maternidade, algumas mães ainda se sentem pressionadas e, segundo Daniella, isso se dá por uma questão cultural. 

“Mesmo as pessoas reforçando as nossas capacidades, é muito cultural a gente se cobrar, e fazemos isso em casa também. O filho tem que estar perfeito, a gente não pode errar e tem que estar tudo impecável, se tiver um erro você desaba e no emprego é a mesma coisa”, comenta.

A presença de Daniella em um cargo de liderança trouxe mais conforto para outras mulheres e mães, como é o caso de Taiane Souza, que faz parte da equipe de marketing e está grávida de 8 meses. “Conversei com a Dani e contei todas minhas inseguranças. Cheguei na empresa para ocupar um cargo júnior e, desde então, ela me deu muito apoio”, conta. Tatiane foi promovida durante a gestação e é supervisora de branding e comunidades desde janeiro deste ano. “Hoje me sinto no melhor lugar do mundo, fui promovida na gestação e terei o benefício de seis meses de licença-maternidade”, conta.

Um consenso entre as mães da eNotas é que o modelo de trabalho de home office ajuda a fortalecer conexões com os filhos. É o que conta a analista jurídica Gracielza Sanches. “O home office me ajudou a gerar mais conexão com a minha pequena Maria, já que comigo o sentimento que todos falam sobre maternidade não foi instantâneo. Lógico que eu entendia a responsabilidade, mas fui me descobrindo mãe com o contato diário. Isso foi essencial e fez diferença na vida do bebê inclusive”, relata.

Taiane ressalta a segurança que essa modalidade de trabalho traz. “Minha mãe desmaiou no ônibus enquanto estava grávida de mim, então eu fico pensando que é um privilégio ficar em casa e ter essa segurança, ainda mais durante uma pandemia. Ter essa sensação de que você não está colocando seu bebê em risco é muito boa.”

Para o CEO da eNotas, Christophe Trevisani, a presença de mães em diversas empresas é algo positivo para o ambiente de trabalho. “A presença de trabalhadoras passando pelo processo de maternidade humaniza o ambiente além de gerar uma corrente positiva para que outras funcionárias se sintam confortáveis para compartilharem entre si pequenas coisas dentro de um núcleo que as representam. Aqui na eNotas, buscamos sempre o conforto para todos os nossos funcionários e torcemos para que o mercado de forma geral se adapte cada vez mais às necessidades das mães”.

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