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Starbucks pagará mais US$ 2,7 milhões a funcionária que disse ter sido demitida por ser branca

De acordo com reportagem da CNN, um juiz disse que a rede de cafés precisa fazer um pagamento adicional pelos danos, mesmo após um veredito anterior de US$ 25,6 milhões

18 ago 2023 - 11h54
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Um tribunal de Nova Jersey ordenou que a Starbucks pagasse US$ 2,7 milhões (cerca de R$ 13,47 milhões) adicionais a uma ex-funcionária que processou a empresa por demissão sem justa causa, alegando que ela foi demitida por ser branca. As informações são de reportagem da CNN.

Em junho deste ano, um júri decidiu a favor de Shannon Philips, que trabalhava na Starbucks como diretora regional na Filadélfia. O júri retornou um veredicto de US$ 25,6 milhões a seu favor. Na última quarta-feira, 16, um juiz disse que a Starbucks precisa fazer o pagamento adicional pelos danos. A empresa não quis comentar a nova decisão.

Phillips, que trabalhou para a Starbucks por cerca de 13 anos, foi demitida após a prisão de dois homens negros em um Starbucks da Filadélfia em abril de 2018, um caso polêmico na época. Esses dois homens foram convidados a sair do café depois de se sentarem a uma mesa sem terem feito um pedido. Eles se recusaram a sair porque estavam esperando por um parceiro de negócios, mas foram escoltados para fora da cafeteria algemados depois que um gerente da loja chamou a polícia. Mais tarde, eles chegaram a acordos com a Starbucks e a cidade da Filadélfia.

Phillips disse a sua demissão após a prisão era motivada por discriminação por causa de sua raça. A Starbucks diz que a demitiu por "ausência de liderança", segundo a CNN. A Starbucks "tomou medidas para punir os funcionários brancos que não estiveram envolvidos nas prisões, mas que trabalhavam na cidade de Filadélfia e arredores, em um esforço para convencer a comunidade de que havia respondido adequadamente ao incidente", diz a denúncia.

Em 2018, a Starbucks tomou várias medidas para tentar evitar que um incidente semelhante acontecesse novamente, incluindo permitir que as pessoas usassem os banheiros da Starbucks e passassem mais tempo nas lojas, mesmo que não tivessem feito nenhuma compra. A rede fechou cerca de 8 mil lojas próprias durante uma tarde para um treinamento antipreconceito obrigatório para cerca de 175 mil funcionários.

Segundo a reportagem, Phillips disse que a Starbucks ordenou que ela colocasse um funcionário branco em licença administrativa como parte desses esforços. Depois que Phillips tentou defender a funcionária, a empresa a dispensou, disse ela.

A Starbucks, que negou as acusações, disse em um processo judicial de 2021 que, após o incidente, líderes seniores observaram que Phillips demonstrou completa ausência de liderança durante a crise.

Estadão
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