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Setor de carne do Brasil segue trabalhando para reabilitar exportações à UE, diz Abiec

2 set 2026 - 08h56
(atualizado em 3/9/2026 às 05h40)
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Resumo
A União Europeia confirmou a suspensão das importações de carne bovina do Brasil a partir de 3 de setembro, alegando falta de garantias no controle de substâncias antimicrobianas. Em resposta, a Abiec informou que o setor já adota um protocolo privado de conformidade e colabora com o governo para reverter o veto no menor prazo possível. A entidade ressaltou que a exigência é estritamente regulatória, sem afetar o status sanitário do produto, mas estratégica devido à relevância do mercado europeu.

A indústria de ‌carne bovina do Brasil continua trabalhando para reincluir o Brasil entre os países aptos a exportar o produto para a União Europeia, depois de garantias oficiais do ⁠Ministério da Agricultura já terem sido ‌apresentadas, disse a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) nesta quarta-feira.

A UE ‌confirmou na véspera que ‌suspenderá as importações de carnes ⁠do Brasil a partir de 3 de setembro, citando que o país não conseguiu garantir o cumprimento de suas normas sobre o uso de substâncias antimicrobianas. A ‌retirada do Brasil da lista de ‌países aptos a ⁠exportar ⁠determinados produtos de origem animal para o bloco foi ⁠divulgada inicialmente ‌em maio.

Segundo a ‌Abiec, já está em execução pela cadeia de carne bovina brasileira um protocolo privado de controle sobre o uso ⁠de antimicrobianos, que foi desenvolvido em parceria com outras entidades.

"Trata-se de um requisito regulatório de mercado, estabelecido pelo bloco para seus ‌fornecedores, que não altera a qualidade, a segurança ou o status sanitário da ⁠carne bovina brasileira", explicou.

A associação destacou ainda que a UE é um mercado estratégico para o segmento e não há "substituição automática", já que diferentes destinos demandam produtos e cortes distintos.

"A Abiec acompanha as negociações, conduzidas em âmbito governamental, e segue fornecendo os subsídios técnicos necessários para que o fluxo comercial seja restabelecido no menor prazo possível."

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