Senadora democrata pressiona indicado de Trump ao Fed para esclarecer interações com Epstein
A principal representante democrata do Comitê Bancário do Senado dos Estados Unidos está exigindo que Kevin Warsh, indicado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, para se tornar o próximo chair do Federal Reserve, explique qualquer relacionamento que teve com o falecido criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein.
Em uma carta enviada a Warsh na noite de quarta-feira, a senadora Elizabeth Warren, de Massachusetts, pediu esclarecimentos depois que o nome de Warsh apareceu em documentos relacionados a Epstein divulgados pelo governo no início deste ano. Epstein morreu na prisão em 2019.
Observando que o nome de Warsh apareceu em comunicações de funcionários de Epstein sobre uma festa de fim de ano na ilha caribenha de St. Barthélemy em 2010, Warren escreveu: "Não está claro se e em que medida você interagiu com o Sr. Epstein em associação com o convite mencionado nesta troca de emails".
"Enquanto o Senado analisa sua indicação para o cargo de chair do Fed, é essencial que o Congresso e o público entendam completamente a extensão de qualquer interação ou relacionamento que você teve com Jeffrey Epstein", escreveu Warren. Ela observou que as comunicações que incluíam o nome de Warsh apareceram em uma época em que Epstein já havia sido condenado por crimes sexuais com um menor de idade e enfrentava processos civis por questões semelhantes.
Warren, membro graduada da minoria no Comitê Bancário do Senado que examinará a indicação de Warsh, solicitou que Warsh respondesse até 31 de março a oito perguntas que detalhem possíveis interações entre ele e Epstein e outros associados a ele.
Warsh não respondeu imediatamente a um pedido de comentário sobre a carta de Warren.
Warsh é um ex-diretor do Fed cujo casamento o liga à fortuna da família Lauder. Ele foi escolhido por Trump para suceder o atual chair do Fed, Jerome Powell, quando seu mandato terminar em maio.