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Senado dos EUA deve aprovar Warsh para chair do Fed nesta quarta-feira em meio à intensificação da inflação 

13 mai 2026 - 14h39
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O Senado dos Estados Unidos ‌deve confirmar Kevin Warsh como chair do Federal Reserve nesta quarta-feira, colocando o advogado e financista de 56 anos no comando do banco central dos EUA, que luta contra a intensificação da inflação, o que pode dificultar a realização dos cortes nas taxas de juros demandados pelo presidente Donald Trump.

A votação no Senado está marcada para as 15h (horário de Brasília), ⁠após a votação de terça-feira na Casa de maioria republicana que aprovou a indicação de ‌Warsh para a Diretoria do Fed, composta por sete membros.

Sua posse em ambos os cargos aguardará então as assinaturas finais da Casa Branca na documentação enviada pelo Senado. Warsh ‌assumirá o bastão de liderança do chair do Fed, ‌Jerome Powell, cujo mandato termina na sexta-feira, mas que permanecerá como diretor do ⁠Fed. O diretor do Fed Stephen Miran, atualmente o maior defensor dos cortes nas taxas de juros do banco central, deixará seu lugar na diretoria para dar lugar a Warsh.

Com expectativa de presidir a próxima reunião do Fed, em 16 e 17 de junho,  Warsh se junta ao banco central num momento em que os formuladores de políticas estão envolvidos ‌em um debate vigoroso sobre a direção das taxas de juros.

Várias autoridades têm argumentado que ‌o Fed deveria considerar aumentos ⁠nos juros, preocupadas com ⁠o fato de a inflação estar se expandindo, mesmo além do impacto das tarifas do governo Trump ⁠e do aumento nos preços do petróleo decorrente ‌da guerra do Irã.

Um índice ‌de preços ao produtor, um componente-chave da inflação geral, aumentou 6% em abril em relação ao ano anterior, informou o Departamento do Trabalho nesta quarta-feira. Esse é o ritmo mais rápido desde dezembro de 2022, quando o Fed estava lutando contra um ⁠aumento recorde de 40 anos nos preços com aumentos acentuados das taxas.

Os analistas esperam que o índice de inflação PCE  tenha aumentado 3,8% no mês passado, afastando-se ainda mais da meta do Fed de 2%.

No período que antecede sua primeira reunião, Warsh poderá ter que lidar com um grupo dividido de ‌formuladores de políticas, com apoio crescente a uma linguagem mais dura com a inflação, indicando que um aumento da taxa é tão provável quanto um corte da taxa nos ⁠próximos meses. Pelo menos cinco dos 19 formuladores de políticas do Fed disseram que queriam essa mudança a partir de abril.

Também em junho, os formuladores de políticas do Fed devem divulgar novas previsões para a trajetória das taxas. As projeções de março para um único corte nas taxas este ano parecem cada vez mais ultrapassadas, já que a taxa de desemprego gira em torno de 4,3%, indicando que o mercado de trabalho pode não precisar do apoio de um corte nas taxas. Entretanto, a inflação continuou a ganhar força: um relatório do governo na terça-feira mostrou que os preços ao consumidor subiram em abril no ritmo mais rápido em três anos.

Os mercados financeiros agora não esperam nenhuma alteração na faixa de 3,5% a 3,75% do juro básico do Fed para este ano, com um aumento da taxa podendo ocorrer já em janeiro.

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