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Semestre começa sob pressão da geopolítica e expectativa pelo payroll

Investidores estão de olho no mercado de trabalho no primeiro pregão do semestre

1 jul 2026 - 10h35
(atualizado às 10h37)
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Resumo
A decisão do Irã de cancelar uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos no Catar interrompe o otimismo que marcou o fim do primeiro semestre e recoloca a geopolítica no centro das atenções dos investidores. Ainda assim, o petróleo segue pressionado pela recomposição da oferta global. 
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei
Porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei
Foto: Reprodução / Reuters

O segundo semestre começa com os mercados globais sem direção definida, em meio ao retorno das incertezas no Oriente Médio. A decisão do Irã de cancelar uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos no Catar interrompe o otimismo que marcou o fim do primeiro semestre e recoloca a geopolítica no centro das atenções dos investidores. Ainda assim, o petróleo segue pressionado pela recomposição da oferta global. 

O Brent recua 0,93% nesta manhã, negociado a US$ 72,27, enquanto o WTI perde 0,52%, a US$ 69,14, após ambos acumularem queda próxima de 20% em junho, refletindo o aumento das exportações iranianas, o maior volume embarcado pela Rússia desde 2022 e a normalização do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz. 

À medida que o impacto da geopolítica perde força sobre os ativos, a agenda macroeconômica volta a ditar o ritmo dos negócios. O principal foco dos investidores está nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira será divulgada a pesquisa ADP, considerada uma prévia do payroll, que será publicado excepcionalmente na quinta-feira, em razão da antecipação do feriado do Dia da Independência. 

Nesse contexto, o mercado acompanha as declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante o painel de política monetária do Fórum de Sintra, ao lado da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde. 

Nos mercados internacionais, o sentimento é de cautela. Os principais índices europeus operam majoritariamente em baixa, pressionados pela combinação entre a incerteza geopolítica e a expectativa pelos discursos das autoridades monetárias.

No Brasil, as atenções se voltam para a política de preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, exatamente o valor correspondente à primeira etapa da retirada da subvenção federal, preservando o preço final do combustível em R$ 3,30 por litro. 

Na avaliação do governo, o recuo das cotações internacionais indica que as medidas temporárias cumpriram seu papel de amortecer o choque de preços sem criar distorções permanentes. Nesse cenário, o Executivo também passou a considerar desnecessária a continuidade da tramitação do PLP dos Combustíveis, embora mantenha o monitoramento sobre os preços praticados nos postos durante a retirada gradual dos incentivos.

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