Semestre começa sob pressão da geopolítica e expectativa pelo payroll
Investidores estão de olho no mercado de trabalho no primeiro pregão do semestre
A decisão do Irã de cancelar uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos no Catar interrompe o otimismo que marcou o fim do primeiro semestre e recoloca a geopolítica no centro das atenções dos investidores. Ainda assim, o petróleo segue pressionado pela recomposição da oferta global.
O segundo semestre começa com os mercados globais sem direção definida, em meio ao retorno das incertezas no Oriente Médio. A decisão do Irã de cancelar uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos no Catar interrompe o otimismo que marcou o fim do primeiro semestre e recoloca a geopolítica no centro das atenções dos investidores. Ainda assim, o petróleo segue pressionado pela recomposição da oferta global.
O Brent recua 0,93% nesta manhã, negociado a US$ 72,27, enquanto o WTI perde 0,52%, a US$ 69,14, após ambos acumularem queda próxima de 20% em junho, refletindo o aumento das exportações iranianas, o maior volume embarcado pela Rússia desde 2022 e a normalização do fluxo de navios pelo Estreito de Ormuz.
À medida que o impacto da geopolítica perde força sobre os ativos, a agenda macroeconômica volta a ditar o ritmo dos negócios. O principal foco dos investidores está nos dados do mercado de trabalho dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira será divulgada a pesquisa ADP, considerada uma prévia do payroll, que será publicado excepcionalmente na quinta-feira, em razão da antecipação do feriado do Dia da Independência.
Nesse contexto, o mercado acompanha as declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, durante o painel de política monetária do Fórum de Sintra, ao lado da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde.
Nos mercados internacionais, o sentimento é de cautela. Os principais índices europeus operam majoritariamente em baixa, pressionados pela combinação entre a incerteza geopolítica e a expectativa pelos discursos das autoridades monetárias.
No Brasil, as atenções se voltam para a política de preços dos combustíveis. A Petrobras anunciou uma redução de R$ 0,35 por litro no preço do diesel A vendido às distribuidoras, exatamente o valor correspondente à primeira etapa da retirada da subvenção federal, preservando o preço final do combustível em R$ 3,30 por litro.
Na avaliação do governo, o recuo das cotações internacionais indica que as medidas temporárias cumpriram seu papel de amortecer o choque de preços sem criar distorções permanentes. Nesse cenário, o Executivo também passou a considerar desnecessária a continuidade da tramitação do PLP dos Combustíveis, embora mantenha o monitoramento sobre os preços praticados nos postos durante a retirada gradual dos incentivos.
Leia a análise completa no Monitor do Mercado, clicando aqui!
Comentários
Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site. Se achar algo que viole os termos de uso, denuncie.